Ministro cita pedido de bombardeio nos EUA como repetição de episódio com Carla Zambelli

Ministro Guilherme Boulos relaciona ato de Flávio Bolsonaro na Paulista a episódio de Carla Zambelli em 2022, após manifestação com pedido de bombardeio ao Brasil.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, comentou o ato ocorrido em 18 de outubro de 2026 na Avenida Paulista, São Paulo, onde manifestantes ligados a Flávio Bolsonaro exibiram um míssil inflável com a inscrição “Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil”. Boulos classificou o episódio como um novo “caso Zambelli”, referindo-se ao ocorrido em 2022 com a ex-deputada Carla Zambelli, que foi filmada armada durante as eleições daquele ano.
O ministro destacou que o ato reuniu aproximadamente 71,9 mil pessoas segundo dados do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e ONG More in Common. Ele ressaltou que a ação de 2026 lembra o episódio de Zambelli, que teve repercussão significativa e foi apontado por aliados de Jair Bolsonaro como um dos fatores que influenciaram a derrota do ex-presidente na eleição de 2022.
Carla Zambelli foi condenada em agosto a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa e perda do mandato político. Ela permanece presa na Itália, onde aguarda processo de extradição para o Brasil, enfrentando ainda outra condenação relacionada à tentativa de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A manifestação pró-Flávio Bolsonaro respondeu a um ato pró-Lula realizado uma semana antes na mesma localização, com a campanha do presidente Lula estimando público de 1 milhão de pessoas, número contestado pelo monitor da USP.
Boulos pontuou que, independentemente da ideologia, a população não deseja ver o país sob ameaça de bombardeio, ressaltando o impacto político que atos desse tipo podem ter no cenário eleitoral.
Fonte: metropoles.com





