Confronto direto promete atrair atenção, mas especialistas indicam pouca influência nas intenções de voto

Especialista aponta que o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro terá grande audiência, mas dificilmente causará mudanças significativas na disputa presidencial de 2026.
O primeiro confronto direto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na campanha presidencial de 2026 está marcado para domingo (18), às 20h, na Band. Apesar da expectativa por um público expressivo, o cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, avalia que o debate terá pouco impacto nas intenções de voto, conforme entrevista ao programa Mapa de Risco do InfoMoney.
Soller destaca que debates costumam ter efeito limitado sobre a opinião pública, mesmo em contextos de disputa apertada. A atenção especial para esse confronto se justifica pela ausência de embates diretos entre os dois candidatos durante o primeiro turno, tornando o encontro uma oportunidade única para o eleitor acompanhar trocas de propostas e respostas fora dos ambientes controlados pelas campanhas.
A pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro indica que Flávio Bolsonaro lidera com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, dentro da margem de erro que aponta empate técnico. Nesse cenário, o analista prevê que o debate pode ser marcado por acusações mútuas e referências a investigações envolvendo aliados, mas não uma alteração substancial na percepção dos eleitores.
Apesar disso, Soller reconhece que episódios inesperados, como desempenhos surpreendentes ou dificuldades diante das câmeras, podem gerar repercussão e influenciar a disputa. Ele ressalta que, embora as campanhas estejam preparadas para evitar deslizes, a natureza humana dos candidatos pode levar a resultados imprevistos.
O segundo turno da eleição presidencial está agendado para 25 de outubro. Até lá, o Mapa de Risco seguirá com edições especiais ao vivo, de segunda a sexta-feira, às 18h, pelo canal do Youtube do InfoMoney.





