Montante entregue por Ratinho Junior a Sergio Moro inclui recursos vinculados e compromissos financeiros

Paraná registra R$ 27,6 bilhões em caixa no fim de agosto de 2026, valor entregue para o governador eleito Sergio Moro, com parte dos recursos vinculados e compromissos financeiros a cumprir.
O Paraná registrou R$ 27,6 bilhões em disponibilidade de caixa no fim de agosto de 2026, conforme dados divulgados em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no dia 13 de setembro. Esse valor é o terceiro maior entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas de São Paulo, com R$ 69,5 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 39,5 bilhões.
De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), embora o montante fortaleça o cenário fiscal apresentado pelo governo Ratinho Junior (PSD), parte dos recursos tem destinação vinculada e há compromissos financeiros que devem ser honrados pela próxima gestão.
Durante a audiência, parlamentares questionaram a execução de obras, os repasses de convênios aos municípios, renúncias fiscais e obrigações acumuladas com servidores públicos, evidenciando preocupação com despesas que poderão impactar o orçamento de 2027.
O relatório fiscal aponta R$ 7,6 bilhões em investimentos empenhados até agosto, um crescimento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período de 2025. As receitas totais do Estado atingiram R$ 54,5 bilhões, alta de 4,4%. Na área da saúde, foram empenhados R$ 5,2 bilhões, correspondendo a 13,28% da receita líquida de impostos, acima do mínimo constitucional de 12%.
Na educação, a aplicação alcançou 33,95%, superando o piso estadual de 30%. No entanto, há diferenças entre os recursos empenhados e aqueles efetivamente pagos, o que será fundamental para avaliar quais projetos estão em execução e quais compromissos permanecerão para a próxima administração.
A transição entre os governos Ratinho Junior e Sergio Moro (PL), que assume em 2027, vai requerer análise detalhada do volume de dinheiro disponível, contratos vigentes, investimentos realizados e obrigações financeiras assumidas pela atual gestão.
O governador eleito terá o desafio de identificar quanto poderá destinar para suas prioridades sem comprometer despesas obrigatórias e projetos em andamento. O caixa bilionário representa uma vantagem, mas a dimensão real da situação fiscal herdada dependerá do fechamento final das contas de 2026.
Fonte: redesuldenoticias.com.br









