Partido apela para que militantes não confrontem eleitores que não votaram e destaca responsabilidade sobre ausência nas urnas

O PT apela para que seus militantes não confrontem os mais de 30 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno das eleições presidenciais, buscando ampliar apoio para o segundo turno marcado para 25 de outubro.
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou um apelo para conciliar seus militantes com os brasileiros que não votaram no primeiro turno das eleições presidenciais, ocorrido em 4 de outubro. A orientação é para que os apoiadores de Lula evitem confrontos e críticas aos mais de 30 milhões de eleitores que se abstiveram, tarefa que o partido considera essencial para ampliar sua base no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A medida ocorre em meio a uma crise interna no PT, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar em segundo lugar na disputa, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com diferença de cerca de dois milhões de votos.
Apelo à militância e responsabilidade pela abstenção
O PT orienta seus membros a não brigar ou falar mal dos eleitores que não votaram na legenda e reconhece sua responsabilidade quanto ao desinteresse desses eleitores. “São 30 milhões de pessoas que não foram votar”, afirmou a direção do partido, que também solicitou uma autoavaliação interna para ajustar a estratégia nos próximos 20 dias antes do segundo turno.
Cenário do segundo turno e posicionamento político
A legenda afirma que não houve o surgimento de uma terceira via para as eleições presidenciais, enquanto alguns adversários já declararam apoio a Flávio Bolsonaro. O candidato do PT é apresentado como a única opção “antissistema”, em contraposição a Flávio Bolsonaro, considerado representante do sistema político e econômico tradicional.
Reforma no STF e indicações recentes
O PT também atribuiu a si a responsabilidade pela percepção negativa registrada em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), citando o escândalo do Banco Master envolvendo ministros da Corte. O partido defende uma reforma nos critérios de indicação de magistrados, pauta que Lula já sinalizou para um possível quarto mandato.
No entanto, durante seu atual mandato, Lula indicou dois membros próximos ao STF, Cristiano Zanin e Flávio Dino, e teve uma indicação rejeitada pelo Senado, a de Jorge Messias, seu advogado-geral da União.
Essa estratégia busca manter a base unida e ampliar o apoio entre eleitores que não participaram do primeiro turno, focando na polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro para o próximo confronto eleitoral.
Fonte: gazetadopovo.com.br










