Campanha busca apoios no Centrão, mobiliza governadores e mira votos de candidatos derrotados

Com 47,03% dos votos no primeiro turno, Flávio Bolsonaro avança com articulação junto ao Centrão, governadores e partidos para fortalecer sua candidatura no segundo turno.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), líder nas urnas com 47,03% dos votos no primeiro turno, acelera a articulação para ampliar a base de apoio no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Desde o dia 5 de outubro, aliados trabalham para construir uma frente política mais ampla, envolvendo o Centrão, governadores eleitos e eleitores de candidatos eliminados.
Aproximação com o Centrão
O coordenador-geral da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), iniciou negociações com dirigentes do Republicanos e do PP, partidos que mantiveram neutralidade na primeira etapa. O Republicanos, comandado por Marcos Pereira e que tem como destaque o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é visto como peça-chave para o fortalecimento da campanha. Tarcísio já declarou que terá “foco total” na disputa presidencial e participou de reunião com Flávio em Brasília.
A federação PP-União Brasil também deve formalizar seu posicionamento em reunião prevista para 6 de outubro. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, afirmou ter lealdade à família Bolsonaro, mas ressaltou que a decisão será colegiada.
Mobilização de governadores e parlamentares
O PL convocou uma reunião para 7 de outubro com governadores, senadores e deputados federais eleitos para alinhar a atuação política nas semanas que antecedem o segundo turno. A intenção é consolidar uma frente ampla que envolva também outras legendas e candidatos derrotados, ampliando a estrutura de campanha regionalmente.
Destacam-se os desempenhos eleitorais do PL e aliados em grandes estados: São Paulo (Tarcísio de Freitas), Minas Gerais (Cleitinho do Republicanos), Paraná (Sergio Moro), Rio Grande do Sul (Luciano Zucco) e Santa Catarina (Jorginho Mello). Esses resultados são avaliados como base para fortalecer a mobilização eleitoral.
Contexto no Congresso
O PL elegeu 19 senadores e terá a maior bancada no Senado a partir de 2027, com 28 integrantes, além de prever ser o maior bloco na Câmara. A campanha usa esse cenário para destacar a possibilidade de maior governabilidade sob uma eventual presidência de Flávio Bolsonaro, apesar das características fragmentadas do sistema político brasileiro.
Busca por votos de candidatos eliminados
A campanha também foca em atrair eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que juntos somaram cerca de 9 milhões de votos. Enquanto Caiado deve declarar apoio a Flávio, o PSD ainda avalia a posição oficial. Zema já manifestou apoio ao candidato do PL, enquanto Cury anunciou neutralidade.
Discurso de campanha
Após o resultado do primeiro turno, Flávio Bolsonaro afirmou que o resultado marca o “fim da era do PT” e uma mudança no país. A campanha adota estratégia para ampliar o diálogo, buscando eleitores indecisos, abstencionistas e apoiadores de candidatos derrotados, mantendo também a mobilização da base já conquistada.
O segundo turno muda o cenário das campanhas, que passam a focar em ampliar o eleitorado e consolidar alianças políticas, com atenção especial aos maiores colégios eleitorais do país.
Fonte: gazetadopovo.com.br










