Na eleição para o Senado, 55% dos eleitos manifestaram apoio à abertura de processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal

Dos 54 senadores eleitos em 2026, 30 declararam apoio ao impeachment de ministros do STF, refletindo movimento da direita conservadora pelo controle da Suprema Corte.
Dos 54 senadores eleitos em 2026, 30 manifestaram apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo levantamento da Gazeta do Povo. Esse contingente representa 55% das vagas em disputa no primeiro turno, fortalecendo a agenda da direita conservadora para abertura de processos contra magistrados da Corte.
A prerrogativa para aprovação e cassação de ministros é do Senado, e a crise institucional no STF intensificou o debate público. Em setembro, com o ministro André Mendonça autorizando o levantamento do sigilo em investigação que envolve Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, vários candidatos passaram a defender a renúncia ou o impeachment do ministro Moraes.
O Partido Liberal (PL), que terá a maior bancada com 28 senadores, planeja conquistar a presidência do Senado em fevereiro para controlar a pauta e buscar os 54 votos necessários para abrir o processo de impeachment. Além do PL, partidos de centro-direita como Republicanos, União Brasil, Progressistas e PSDB também elegeram senadores favoráveis ao impeachment e devem cobrar coerência futura. O Novo mantém posição firme, autorizando candidaturas apenas de apoiadores do tema.
Alguns senadores eleitos destacaram-se nas declarações públicas:
- Marília Campos (PT-MG) afirmou que o impeachment deve ser discutido dentro das regras democráticas caso a conduta de ministros seja incompatível com a lei.
- Mara Rocha (Republicanos-AC) propôs limitar mandatos de ministros do STF para garantir equilíbrio.
- Márcio Bittar (PL) criticou decisões do STF relativas a processos sem foro privilegiado.
- Plínio Valério (PSDB) espera que o novo Senado tenha quórum para o impeachment.
- Filipe Barros (PL-PR) defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes, relacionando o tema a investigações em que foi alvo.
Outros parlamentares, como Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ), também apoiam a pauta pró-impeachment. Em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rondônia, duplas do PL e do Novo foram eleitas com posicionamentos similares.
Em contraste, candidatos eleitos em vários estados do Norte e Nordeste não manifestaram apoio ou se declararam contrários ao processo.
O cenário político para o próximo mandato no Senado indica um ambiente favorável à abertura de discussões sobre o controle do STF, com a bancada pró-impeachment buscando consolidar maioria e liderança na Casa Alta para influir diretamente no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: gazetadopovo.com.br










