Presidente critica Suprema Corte após ficar atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Lula afirmou que carrega 'a promiscuidade da Suprema Corte' e defende reforma no Judiciário após resultados do primeiro turno nas eleições 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que enfrenta dificuldades eleitorais devido à “promiscuidade da Suprema Corte brasileira”, em referência à crise interna no STF. A declaração veio após Lula ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Lula aponta crise no STF como obstáculo eleitoral
Durante reunião com a coordenação de campanha, Lula afirmou: “Só temos um candidato que é antissistema, e somos nós. Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”.
Além da vantagem de Flávio Bolsonaro, o PL elegeu 19 senadores e 121 deputados federais. No Senado, a direita defende a pauta do impeachment de ministros do STF. Lula voltou a defender uma reforma no Poder Judiciário, questionando os critérios para indicação de ministros do Supremo e sugerindo discutir a instituição de mandatos para esses cargos.
Contexto da crise no Supremo Tribunal Federal
A crise no STF se intensificou em setembro, quando o ministro André Mendonça revelou mensagens que ligariam o ministro Alexandre de Moraes a um empresário investigado. O episódio desencadeou uma série de ações internas e disputas judiciais entre ministros, culminando em uma sessão turbulenta em 15 de setembro que não definiu uma investigação contra Moraes.
Próximos passos na campanha
Lula afirmou que pretende nos próximos 20 dias “desnudar o que está por trás da eleição de um possível herdeiro do fascismo” no país, reforçando sua convicção de que pode vencer o segundo turno. Ele também garantiu participação nos debates e ressaltou que não há motivos econômicos, sociais ou políticos para sua derrota.
Indicados ao STF e reforma judicial
No terceiro mandato, Lula indicou ao STF seu advogado Cristiano Zanin e o ministro da Justiça Flávio Dino. Sua indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitada pelo Senado. O presidente destacou a importância de discutir com a sociedade os critérios para nomeação de ministros do Supremo: “Ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte”.
Fonte: gazetadopovo.com.br










