Regulamentação e integração de TI são principais obstáculos para expansão da inteligência artificial

Estudo da BearingPoint revela que apenas 13% das empresas estão no caminho certo com iniciativas em inteligência artificial, com desafios regulatórios e tecnológicos atrasando a ampliação.
Um estudo recente da consultoria BearingPoint aponta que apenas 13% das empresas estão no caminho correto para a adoção efetiva da inteligência artificial (IA). O levantamento destaca que obstáculos regulatórios e a dificuldade de integrar a IA a sistemas de tecnologia da informação legados são os principais entraves para a expansão em larga escala da tecnologia.
Segundo a pesquisa, quase três quartos das empresas entrevistadas relataram resultados financeiros positivos com a aplicação da IA. Contudo, menos de um terço conseguiu evoluir além dos projetos-piloto, o que indica um desafio na ampliação das iniciativas.
O especialista da BearingPoint, Frederic Gigant, comentou que “a IA ultrapassou um limiar importante” no mercado, mas diferenciou a comprovação de valor da tecnologia de sua expansão efetiva nas operações corporativas.
Cerca de 40% dos entrevistados identificaram as regulamentações legais como a principal barreira para ampliar a IA nas empresas, enquanto 34% apontaram dificuldades técnicas relacionadas à integração da tecnologia com os sistemas de TI existentes.
Além disso, o estudo indica que aproximadamente 24% das empresas conseguiram reduzir custos em pelo menos 10% graças à IA. Em contrapartida, apenas 4% relataram crescimento semelhante na receita. Outro dado relevante é que quase dois terços estimaram um excesso de pessoal superior a 10%, o que pode indicar impacto dos processos automatizados.
Em termos de liderança na adoção da IA, a China e os Estados Unidos se destacam, com 20% e 18% das empresas, respectivamente, declarando implementação abrangente. A Alemanha apresenta 8% neste quesito. A proporção de empresas com IA profundamente integrada nas operações cresceu de 7% em 2025 para 11% em 2026, demonstrando avanço gradual.
O estudo evidencia que, apesar dos avanços e dos benefícios financeiros iniciais, a adoção plena e integrada da inteligência artificial ainda enfrenta barreiras significativas que retardam seu potencial disruptivo nas empresas.










