Pedro Sobral destaca que foco deve ser em gargalos do negócio, não só em ferramentas

Especialista Pedro Sobral alerta que o uso da inteligência artificial pode fazer empresas ficarem mais ocupadas, mas não necessariamente mais eficientes, se não focar nos gargalos reais do negócio.
Pedro Sobral, especialista em tráfego pago, trouxe uma visão crítica sobre o uso da inteligência artificial (IA) nas empresas durante o D2C Summit da Nuvemshop, em São Paulo. Ele alertou que a adoção da IA pode aumentar a carga de trabalho das equipes, mas não necessariamente a eficiência ou o crescimento do negócio, caso as empresas não identifiquem primeiro os gargalos que impedem o avanço operacional.
Dados apresentados mostram que, embora 80% dos profissionais relatem ganhos de produtividade pessoal com IA, apenas 37% percebem impacto positivo no resultado operacional de suas organizações, segundo pesquisa global da McKinsey. No Brasil, 50% das empresas utilizam IA, mas apenas 15% estão em estágio avançado, com poucos projetos-piloto efetivamente implementados na operação, conforme estudo da Strand Partners para a AWS e pesquisa da Deloitte.
Sobral enfatiza que a questão principal não é onde aplicar IA, mas qual é o ponto da operação que mais limita o crescimento. Ele recomenda que as empresas investiguem seus processos para identificar se o problema está na conversão, no ticket médio, no atendimento, ou em outras etapas da jornada do cliente, para então utilizar a IA para resolver essas restrições específicas.
O especialista alerta que produzir mais conteúdos, anúncios ou relatórios com IA pode dar a falsa sensação de produtividade, mas não garante melhoria nos resultados financeiros. “Produtividade é tudo aquilo que te aproxima da sua meta”, afirmou. Assim, a IA deve ser incorporada na estratégia do negócio para multiplicar o desempenho onde realmente importa.
Em resumo, a inteligência artificial deve ser uma ferramenta para resolver gargalos concretos, potencializando o crescimento sustentável da empresa, e não apenas um meio para aumentar a quantidade de tarefas realizadas sem impacto efetivo no resultado final.










