Presidente nega prejuízo ao futebol e destaca lei que permite transformação de clubes em empresas

O presidente Lula rebateu as críticas dos clubes à proibição das apostas esportivas e afirmou que a medida não prejudica o futebol, reforçando a necessidade de profissionalização dos clubes com a lei das SAFs.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu nesta segunda-feira (2) às críticas dos clubes de futebol brasileiro contra a proibição das apostas esportivas (bets). Durante cerimônia de sanção de medidas voltadas ao futebol feminino, Lula afirmou que a suspensão das apostas não traz prejuízo ao futebol. “Os melhores momentos da história do futebol brasileiro não existiam bets”, ressaltou.
O presidente ainda destacou a aprovação da lei que permite a transformação dos clubes em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), enfatizando a importância de uma gestão profissional: “Agora é preciso colocar gente de competência para fazer empresa”.
A medida provisória publicada na última sexta-feira proíbe novos depósitos nas plataformas de apostas, estabelecendo prazo até 5 de outubro para que os apostadores retirem os valores disponíveis, e determina o encerramento dos sites e aplicativos no dia seguinte. A maior parte dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro possui contratos de patrocínio com empresas de apostas, incluindo o Flamengo, que tem um acordo avaliado em R$ 268,5 milhões por temporada.
Lula classificou as apostas como uma “máquina de matar o povo pobre” e disse que o setor precisará buscar outras formas de gerar emprego e renda caso queira continuar operando.
O Planalto marcou para esta terça-feira uma reunião para ouvir dirigentes dos clubes e avaliar o impacto financeiro da proibição. Ainda não está definida alguma medida para mitigar os efeitos da decisão. Enquanto isso, entidades do setor de apostas recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a medida.









