Levantamentos indicam disputa acirrada entre os dois candidatos à presidência, com empate técnico no segundo turno

A uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas principais pesquisas nacionais, com pequena vantagem numérica para Lula no primeiro turno e empate no segundo.
A uma semana do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, os principais institutos de pesquisa apontam uma disputa apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Embora Lula apareça numericamente à frente no primeiro turno em levantamentos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel/Bloomberg e Real Time Big Data, as diferenças estão dentro da margem de erro, indicando empate técnico na prática.
Na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, Lula registrou 40% das intenções de voto contra 36% de Flávio Bolsonaro, com margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, Lula tem 47% e Flávio 45%, refletindo empate técnico. A AtlasIntel/Bloomberg, com base em 5.015 entrevistas realizadas entre 17 e 22 de setembro, mostrou Lula com 45,8% e Flávio com 43,4% no primeiro turno, e 47,7% a 47,4% no segundo turno, confirmando equilíbrio entre os candidatos.
A pesquisa Quaest, divulgada em 21 de setembro, indicou Lula com 37% e Flávio com 33% no primeiro turno, e um quadro invertido no segundo turno, com Flávio numericamente à frente em 42% contra 41% de Lula, ambas dentro da margem de erro. Já o Real Time Big Data apresentou Lula com 41% e Flávio com 37% no primeiro turno, e Flávio liderando com 45% contra 44% de Lula no segundo turno.
Os levantamentos evidenciam três pontos principais: Lula lidera numericamente no primeiro turno em todos os institutos recentes; o segundo turno permanece equilibrado, com empate técnico; e a disputa está cada vez mais concentrada entre os dois candidatos, que somam entre 76% (Datafolha) e 89,2% (Atlas) das intenções de voto. A variação nos números decorre de diferenças metodológicas, períodos de coleta e margens de erro distintas entre os institutos.
Essa situação reforça o cenário polarizado da eleição presidencial, com os dois principais candidatos absorvendo a maior parte do eleitorado, enquanto os demais nomes aparecem com intenções de voto significativamente inferiores.









