Copom sinaliza cautela diante da incerteza e mantém Selic em 13,75%


Banco Central reduz juros em 0,25 ponto e destaca cenário econômico incerto sem indicar novos cortes

Copom sinaliza cautela diante da incerteza e mantém Selic em 13,75%
Fachada do prédio do Banco Central do Brasil em Brasília — Foto: Fachada do prédio do Banco Central do Brasil em Brasília – Metrópoles

Copom reduz taxa Selic para 13,75% ao ano e destaca aumento da incerteza econômica, adotando postura cautelosa sem sinalizar novos cortes.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, fixando-a em 13,75% ao ano. Na ata divulgada nesta terça-feira (22), o colegiado destacou o aumento da incerteza no cenário econômico, recomendando cautela e serenidade na política monetária, sem indicar novos cortes nos juros.

Decisão e contexto

A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação no Brasil. O Copom observa que o cenário atual é afetado por riscos externos, como a guerra no Oriente Médio e a volatilidade nos preços das commodities, além de incertezas em economias avançadas. Internamente, o Banco Central nota desaceleração da inflação e da atividade econômica, com mercado de trabalho em níveis historicamente baixos de desemprego.

Projeções econômicas

O Comitê projeta inflação de 5,2% para o fim de 2026, acima da meta oficial de 3% com tolerância de até 4,5%. As previsões para as taxas de juros são de 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029. O relatório Focus indica perspectiva de mais um corte na Selic, para 13,50%, até o final de 2026, embora a ata não confirme essa expectativa.

Considerações fiscais e riscos

O Copom também ressaltou preocupações relacionadas à disciplina fiscal, citando medidas de gastos recentes como o reajuste do Bolsa Família, que pode impactar a trajetória da dívida pública e a taxa de juros neutra da economia. A necessidade de monitorar choques de oferta e seus efeitos secundários sobre a inflação foi enfatizada, com compromisso de agir firmemente diante de possíveis impactos adversos.

Próximas reuniões

As próximas reuniões do Copom estão previstas para os dias 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro, quando novas avaliações sobre a condução da política monetária serão feitas.

Fonte: metropoles.com


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