Estudo da Folha destaca capacidade de gestão em transformar recursos públicos em resultados para a população

Paraná encabeça a lista de eficiência dos estados brasileiros em estudo da Folha que avalia educação, saúde, infraestrutura, segurança e finanças públicas, destacando a relação entre recursos e resultados.
O Paraná lidera a segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), pesquisa que mede a capacidade dos governos estaduais em transformar recursos públicos em resultados para a sociedade. Ceará e São Paulo completam o topo do ranking.
O estudo, elaborado em parceria com o Datafolha, considera indicadores públicos e verificáveis nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, cruzados com a receita corrente líquida (RCL) per capita de cada estado. A metodologia destaca a eficiência na conversão dos recursos em serviços para a população.
A pesquisa revela que maior receita por habitante não significa necessariamente maior eficiência. Estados com receitas elevadas, em geral impulsionadas por repasses federais e menor densidade populacional, como Amapá, Acre e Roraima, figuram entre os últimos colocados no ranking.
Os estados foram classificados em quatro faixas: Eficiente, Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente. Sete unidades federativas alcançaram o índice máximo (acima de 0,550), entre elas Paraná (0,734), Ceará (0,665) e São Paulo (0,637). Outros sete ficaram abaixo de 0,350, na faixa de ineficiência.
O Ceará se destaca como vice-líder, alcançando alta eficiência apesar de possuir a menor receita per capita do país, R$ 4.275, valor 38% inferior à média nacional. O Sul do país apresenta a melhor média regional de eficiência (0,630), seguido pelo Sudeste (0,520) e Nordeste (0,462). A região Norte registra a menor média (0,252).
Além da receita, o estudo aponta que gestão e organização são fatores decisivos para a eficiência na entrega de serviços públicos. Educação e saúde receberam peso dobrado na avaliação devido à importância constitucional desses setores.
O REE-F reforça que a simples disponibilidade de recursos financeiros não garante eficiência na gestão pública, evidenciando a importância da competência administrativa para a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










