Associações de magistrados questionam generalização feita por ministro do STF

Associações de juízes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul criticam fala do ministro do STF Flávio Dino, que chamou atual momento do Judiciário de "mais corrupto da história".
Associações de juízes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul reagem às declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que afirmou ser este “o momento mais corrupto da história do Judiciário”.
A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) posicionou-se contra a generalização, afirmando que casos individuais não devem ser usados para desviar o foco da crise restrita à cúpula de Brasília. A presidente da entidade, juíza Janiara Maldaner Corbetta, ressaltou que tais generalizações fragilizam a confiança nas instituições e desconsideram o trabalho sério do Poder Judiciário.
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também repudiou a declaração, destacando que eventuais irregularidades devem ser relacionadas a pessoas e fatos específicos, sem extensão para toda a magistratura. O presidente da Ajuris, Daniel Neves Pereira, citou a ministra Cármen Lúcia, que lembrou que “o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo”, exigindo atuação ponderada e responsável dos membros do STF.
As declarações do ministro Dino ocorreram durante uma sessão marcada por disputas sobre a relatoria de processos envolvendo ministros do STF, com foco na tentativa de unificação de julgamentos e críticas a movimentações internas no tribunal.
A Ajuris reforçou o compromisso dos magistrados do Rio Grande do Sul com a independência e integridade, enquanto a AMC destacou a importância de apuração rigorosa, transparente e respeitando o devido processo legal diante de eventuais irregularidades. Ambas as associações enfatizaram a relevância de preservar a credibilidade do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.
Fonte: gazetadopovo.com.br









