Pequim acusa ocidentais de promover protecionismo sob pretexto de desequilíbrio econômico

A China rejeitou o uso do G20 para destacar desequilíbrios econômicos, acusando o grupo de promover protecionismo e impor restrições comerciais contra Pequim.
A China não engoliu a estratégia de usar o G20 para colocar sobre a mesa questões envolvendo desequilíbrio econômico e excesso de capacidade produtiva. Nesta quinta-feira, o porta-voz do Ministério do Comércio, Huang Ling, classificou a manobra como uma tentativa clara de confundir a opinião pública e induzi-la ao erro. Para Pequim, essa tática serve, na verdade, para promover o protecionismo disfarçado e criar pretextos para aplicar pressão e impor restrições à sua economia. “A China se opõe firmemente a esse tipo de ação”, declarou Huang em coletiva de imprensa de rotina. Essa posição expõe o desgaste nas relações comerciais internacionais e a constante disputa de narrativa sobre as reais causas dos desequilíbrios econômicos globais. Enquanto o G20 tenta se firmar como fórum de diálogo global, Pequim denuncia tentativas veladas de contenção do seu crescimento por meio de políticas protecionistas. A crítica chinesa revela, assim, que o embate comercial não se limita mais às tarifas e acordos bilaterais, mas ganha contornos políticos e estratégicos no cenário internacional, com impactos diretos nas dinâmicas do comércio mundial.









