Pedido tenta reverter afastamento de ex-assessores ligados a suposta fraude na vacinação da Covid-19

Advogados de Bolsonaro solicitam ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que dois ex-assessores, afastados por suposta fraude na vacinação, retornem à equipe do ex-presidente em prisão domiciliar.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um movimento estratégico ao pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que dois ex-assessores afastados voltem a integrar a equipe de apoio que assiste Bolsonaro em sua prisão domiciliar em Brasília. Os alvos do pedido são Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura, que foram retirados da função após suspeitas que os envolveram em um dos escândalos mais sensíveis do governo Bolsonaro: a suposta inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Sérgio e Max não apenas trabalharam como assessores durante o mandato presidencial de Bolsonaro, mas continuaram próximos a ele mesmo após o fim do governo, até serem afastados em 2023, quando a investigação ganhou corpo e levou ambos a ficarem presos preventivamente por cerca de quatro meses. A prisão foi revogada, mas a mancha das suspeitas pesa até hoje.
No entanto, o Ministério Público Federal solicitou o arquivamento do processo em junho deste ano, alegando ausência de evidências concretas que vinculassem os dois diretamente às irregularidades investigadas. Baseando-se nesse parecer, a defesa argumenta na petição enviada ao STF que não há provas de dolo, ou seja, intenção criminosa, por parte dos assessores, justificando assim a reintegração deles à equipe de apoio do ex-presidente.
O pedido chega num momento em que Bolsonaro segue isolado em sua residência, e a composição da sua equipe de apoio ganha relevância não só para seu conforto pessoal, mas também para sua estratégia política enquanto lida com processos judiciais. A resposta do ministro Moraes será observada de perto, pois pode influenciar o ambiente de Brasília e a dinâmica da defesa do ex-presidente.
Ex-assessores no centro de controvérsia
Sérgio e Max foram afastados após investigações sobre a manipulação de dados de vacinação, uma acusação que atingiu diretamente a credibilidade do governo Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. A reversão desse afastamento poderia sinalizar um enfraquecimento das medidas cautelares impostas pelo STF e pelo Ministério Público.
Defesa aposta no arquivamento e ausência de provas
O pedido da defesa se apoia no arquivamento pedido pelo MPF, que desmonta parcialmente o caso contra os assessores, colocando em xeque a manutenção de suas restrições. Mesmo com medidas cautelares ainda vigentes, a solicitação tenta garantir o retorno imediato dos funcionários.
Impacto político e judicial
O destino do pedido deverá refletir não apenas no cotidiano do ex-presidente, mas também nas batalhas judiciais que ele enfrenta, além de potencialmente influenciar o cenário político, dada a repercussão dos casos envolvendo sua gestão e seus aliados próximos.









