Candidato do PL assegura soberania nacional e anuncia combate feroz ao narcotráfico sem dependência externa

Flávio Bolsonaro veda qualquer intervenção dos EUA no Brasil e promete esmagar narcoterrorismo com forças nacionais e cooperação inteligente.
Em entrevista à Record, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, deixou claro que, em seu eventual governo, rejeitará qualquer tipo de intervenção militar ou direta dos Estados Unidos no Brasil. “Não, de forma alguma”, afirmou, ressaltando que a solução dos problemas nacionais deve ser feita por brasileiros: “Exército, Marinha, Aeronáutica, com o poder de polícia que têm, vão ajudar as forças estaduais a combaterem os narcoterroristas aqui no Brasil”. O posicionamento marca um claro distanciamento de qualquer ingerência externa, preservando a soberania nacional.
Ao mesmo tempo, Flávio defende uma cooperação estratégica com os EUA na área de inteligência, recursos humanos e troca de informações para desmantelar o crime organizado. Ele detalhou que o combate ao dinheiro lavado pelo PCC, tanto no comércio interno quanto na movimentação internacional, depende de acordos multilaterais, sem abrir mão da autonomia brasileira.
Na entrevista, o senador corrigiu interpretações equivocadas sobre uma declaração passada, onde fez uma analogia entre ações norte-americanas contra embarcações suspeitas de tráfico na Venezuela e a realidade da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. “Eu só disse que, infelizmente, no Rio, grande parte das drogas que abastecem os narcoterroristas chegam de barco”, esclareceu.
Além disso, o plano de Flávio Bolsonaro inclui classificar formalmente o Comando Vermelho, o PCC e milícias como organizações terroristas, endurecendo a repressão. Ele também anunciou a intenção de integrar o Brasil ao “Escudo das Américas”, uma coalizão de países das Américas para combater narcotráfico, tráfico de armas e o financiamento dessas organizações.
No campo político, Flávio reafirmou a influência do pai, Jair Bolsonaro, em sua trajetória e campanha, o considerando um conselheiro constante, deixando em aberto a possibilidade de participação do ex-presidente em seu governo, a depender da vontade dele.
Soberania nacional firme
Flávio Bolsonaro traça uma linha clara contra a intervenção estrangeira, mas não fecha portas para cooperação inteligente e nacionalista no combate ao narcotráfico, ressaltando que as forças brasileiras devem ser protagonistas na segurança interna.
Combate sem margem para acordo com criminosos
A proposta de classificar grupos criminosos como organizações terroristas demonstra uma escalada no enfrentamento das milícias e do PCC, buscando desestruturar suas operações financeiras e logísticas.
Estratégia internacional com controle nacional
Ao aceitar integrar o “Escudo das Américas”, Flávio busca fortalecer a luta regional contra o crime organizado, mas sem comprometer a autonomia brasileira nos assuntos internos, evidenciando uma postura conservadora e soberana.









