Candidato defende endurecimento penal e meio milhão de vagas em presídios para retomar soberania na segurança

Flávio Bolsonaro quer criar um Ministério da Segurança Pública para centralizar a gestão da segurança com estados e municípios, prometendo endurecer leis e abrir meio milhão de vagas em presídios, numa clara tentativa de retomar o controle da segurança pública no país.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, anunciou uma proposta contundente para retomar o controle da segurança pública no Brasil. Em entrevista após encontro com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro, Bolsonaro revelou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo, inspirado no modelo salvadorenho, que colocaria a segurança em primeiro plano, antecedendo até mesmo o Ministério da Justiça.
A proposta inclui a abertura de meio milhão de vagas em presídios, numa tentativa clara de endurecer a legislação penal e ampliar a capacidade carcerária do país. “O plano é para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos como faz o atual governo”, alfinetou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticando duramente a administração atual por sua suposta leniência.
Flávio enfatizou que o futuro ministério serviria para organizar, conectar e coordenar ações entre as forças estaduais e municipais, proporcionando suporte financeiro e operacional, além da troca de inteligência e informações entre todas as esferas de poder. A ideia é transformar a segurança pública num sistema integrado, superando a fragmentação atual que, segundo ele, compromete a eficácia da ação estatal.
Ao mencionar a experiência de El Salvador, onde o governo de Nayib Bukele conseguiu reverter a crise da segurança com medidas rígidas e centralização, Bolsonaro busca associar sua proposta a um modelo que, na sua visão, resgatou a soberania do Estado sobre a segurança pública e garantiu proteção à população.
Essa iniciativa sinaliza embate direto com o atual governo federal, apontando para uma agenda conservadora e de linha dura que promete confrontar o crime com medidas severas, o que poderá intensificar o debate sobre segurança na corrida presidencial.









