Parlamentares alertam para riscos de reduzir reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto e defendem transparência histórica

Senadores democratas cobram o presidente do Fed, Kevin Warsh, para manter pelo menos oito reuniões anuais do Comitê Federal de Mercado Aberto e evitam retrocesso que pode tornar política monetária opaca e arriscar economia.
Senadores bloqueiam tentativa de Warsh de reduzir reuniões do Fed
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, enfrenta resistência direta de senadores democratas após rumores de que planeja diminuir a frequência das reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Desde 1981, o calendário prevê no mínimo oito encontros anuais para análise e definição da política monetária, estrutura que os parlamentares querem preservar a todo custo.
Riscos do retrocesso na condução da política monetária
Em carta enviada por sete senadores, liderados por Ruben Gallego, o grupo lembrou que a redução do número de reuniões representaria o maior corte programado na história moderna do Fed. “A função do Fed é acompanhar a economia em tempo real, e não reduzir a frequência de monitoramento na esperança de que tudo corra bem”, afirmaram. O alerta aponta para o perigo de um Fed cada vez mais opaco, o que poderia desestabilizar mercados e a própria economia americana.
Transparência e prestação de contas em xeque
A pressão dos senadores vem após reportagem do New York Times que sugeriu a mudança no cronograma. Gallego, que já apresentou a lei bipartidária Fed Forward Act para regulamentar as reuniões e práticas de transparência, reforça a importância de manter uma agenda previsível e pública, para evitar surpresas e garantir que o Fed não perca seu papel central na estabilidade econômica.
A movimentação política expõe um embate de bastidores entre a atual direção do Fed e o Congresso, reforçando a necessidade que os americanos e os mercados têm de clareza e previsibilidade na política econômica em tempos de incertezas globais.









