Presidente da Alerj critica falta de decisão sobre mandato-tampão e defende fim da incerteza política no estado

Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, cobra do STF definição clara para evitar mandato-tampão e quer que eleito em outubro assuma já o governo do estado, diante do vácuo e da crise sucessória que perdura.
O deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato ao governo do estado, expôs sua insatisfação com a demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em definir o futuro político do Rio diante da vacância no cargo de governador. Desde a renúncia de Cláudio Castro, em março, e diante da ausência de vice-governador e de presidente da Alerj, o comando provisório está nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.
Ruas defende que a solução mais prática e coerente é que o candidato vencedor das eleições de outubro assuma imediatamente o governo, eliminando a necessidade de uma eleição suplementar para mandato-tampão. “Como a Justiça ainda não tomou uma decisão e já há eleições regulares marcadas para outubro, não faz sentido realizar um outro pleito extraordinário para um mandato-tampão. Sigo respeitando as decisões judiciais”, afirmou em nota.
A indefinição no STF ocorre em meio a um cenário político instável no estado, que enfrenta uma crise sucessória atípica: o atual governador interino não é político eleito, mas sim o quarto na linha de sucessão após a renúncia de Castro, a saída do vice-governador Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas e a ausência do presidente da Alerj, na época Rodrigo Bacellar, preso por suspeita de ligação com organizações criminosas.
Essa situação alimenta debate sobre a legitimidade e a governabilidade do Rio, especialmente com eleições já marcadas para outubro. O julgamento no STF sobre a realização de eleições suplementares para mandato-tampão foi retirado de pauta recentemente, priorizando outro processo, o que prolonga a incerteza.
Douglas Ruas acredita que a antecipação da posse do eleito em outubro evitaria desgaste institucional, custos extras e confusão eleitoral, dando ao estado uma liderança legítima e eleita pela população. “Diante da proximidade das eleições regulares, o resultado das urnas deve definir quem assumirá o governo de forma antecipada”, defende o parlamentar.
Enquanto isso, o estado segue sob a gestão provisória, sem previsão para solução definitiva, e o STF permanece em silêncio sobre a questão, aumentando a pressão sobre o tribunal para acelerar a definição de um caminho claro para o futuro político do Rio.








