Ministro da Fazenda se envolve para aliviar crise financeira do estado e busca apoio do BNDES e Banco do Brasil

Dario Durigan se dispõe a mediar renegociação das dívidas bilionárias do Rio de Janeiro com BNDES e Banco do Brasil diante de cenário financeiro crítico e busca reduzir custos de juros para o estado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, decidiu entrar no jogo para tentar equilibrar as finanças do Rio de Janeiro. Em meio a uma crise fiscal que já pressiona o governo estadual, Durigan afirmou que vai mediar a negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil para avaliar uma reestruturação das dívidas do Rio, que somam cerca de R$ 26 bilhões.
Durigan assume papel de mediador em crise fluminense
Após um encontro de uma hora com o governador interino Ricardo Couto no Ministério da Fazenda, Durigan deixou claro seu compromisso: “Vou ajudar a mediar para entender se é possível. Se for possível, a gente faz”. O objetivo é substituir dívidas antigas, que têm condições mais onerosas, por financiamentos com taxas menores, reduzindo o custo dos juros e dando fôlego ao caixa estadual.
Negociação envolve garantias da União e análise estratégica
A operação pode ser concretizada sem a necessidade de novas garantias do Tesouro Nacional, já que as dívidas atuais contam com a garantia da União. Durigan planeja conversar diretamente com os presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, para aferir o espaço que as instituições têm para apoiar a renegociação.
Rio deixa Regime de Recuperação Fiscal e aposta no Propag
O estado aderiu este ano ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), abandonando o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Com isso, a dívida com a União caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões. Em troca, o Rio comprometeu-se a reduzir em 20% o saldo devedor e aplicar parte dos recursos em áreas estratégicas como educação, infraestrutura e segurança.
Desafios além das dívidas: cargas herdadas e débitos contumazes
Além das dívidas bancárias, o Rio convive com débitos tributários bilionários não pagos desde 2016, que a União vem cobrindo. Entre os grandes devedores, destaca-se o Grupo Refit, alvo de investigações por suspeitas graves, o que complica ainda mais o cenário econômico estadual.
Pressão política e expectativas para o futuro
O governador Ricardo Couto reforça que o objetivo da reestruturação não é apenas adiar pagamentos, mas preparar o estado para entregar contas equilibradas ao próximo governo. Durigan, ao se posicionar na linha de frente das negociações, tenta evitar que a crise financeira se aprofunde e que o Rio continue a ser um peso para as contas públicas federais.








