Presidente do PT aponta instabilidade do eleitorado e ignora pesquisa Quaest divulgada pela Globo

Pesquisa Quaest revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno das eleições de 2026. Presidente do PT Edinho Silva minimiza resultado e foca em 'tendência' e início oficial da campanha.
A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14/8) colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados no segundo turno das eleições de 2026, com 43% e 40% das intenções de voto, respectivamente. Mas o presidente nacional do PT, Edinho Silva, desdenhou do resultado, classificando-o como mera fotografia momentânea e ressaltando a instabilidade do eleitorado.
“Pesquisa é fotografia do momento. Eu sempre digo que é mais importante a curva do que número. A pesquisa reflete muito, neste momento, a instabilidade do eleitorado”, afirmou Edinho em entrevista. Ele ainda minimizou qualquer preocupação da base governista, afirmando que o foco da campanha começa oficialmente apenas em 16 de agosto, data do início do período eleitoral.
No cenário estimulado do primeiro turno, Lula lidera com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 31%. Outros candidatos, como Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (2%), aparecem distantes. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.
Embate político e instabilidade do eleitorado
O resultado da Quaest, contratada pela TV Globo, evidencia uma disputa inesperadamente apertada para o PT, que vê seu candidato à reeleição ter sua liderança ameaçada no segundo turno por um nome da direita. A posição de Edinho Silva, minimizando o empate técnico, pode ser interpretada como tentativa de preservar a imagem do governo e conter a apreensão diante dos números que indicam desgaste ou volatilidade no eleitorado.
Campanha oficial ainda não começa
Edinho reforçou que a campanha eleitoral, na prática, só se inicia em 16 de agosto, o que pode ser um recuo estratégico para ajustar as estratégias diante das pesquisas que indicam cenário competitivo. Enquanto isso, o ambiente político deve permanecer instável, com eleitores ainda indecisos e possíveis surpresas no jogo eleitoral.
Esta leitura de Edinho destaca a tentativa do PT de transmitir confiança e controlar o tom diante do resultado que revela o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro, sinalizando um embate que promete ser intenso até o fim da campanha.








