Comissão Processante aprova relatório que aponta constrangimento a servidora e encaminha processo ao plenário da Câmara

Relatório da Comissão Processante, relatado por Da Costa do Perdeu Piá, conclui que vereador Lórens Nogueira praticou rachadinha contra servidora. Processo segue para julgamento no plenário.
A Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba deu um passo firme nesta quinta-feira (13) ao aprovar, por unanimidade, o relatório que aponta a prática de rachadinha pelo vereador Lórens Nogueira (PP). O documento, relator por Da Costa do Perdeu Piá (Pode), concluiu que o parlamentar usou seu mandato para coagir uma servidora a devolver parte de sua remuneração, configurando abuso de poder e desvio ético.
Comissão recomenda cassação e envia caso ao plenário
O relatório detalha as provas e depoimentos que demonstraram o constrangimento imposto pela prática conhecida como ‘rachadinha’. Com a aprovação dos três membros da Comissão Processante, o processo agora avança para julgamento pelo plenário da Câmara Municipal de Curitiba, onde os vereadores terão a palavra final sobre a perda do mandato de Nogueira.
Processo não encerra mandato, mas intensifica pressão
Apesar do parecer da comissão, a cassação não é automática. O vereador ainda pode defender-se no plenário, mas a recomendação une força política contra ele, ampliando o desgaste e colocando em xeque sua permanência. O caso também segue sob investigação do Ministério Público do Paraná, que acompanha a dimensão criminal da acusação.
Desdobramentos políticos e impacto institucional
A decisão da Comissão Processante alimenta o debate sobre ética na política curitibana e pressiona os vereadores a uma decisão que pode refletir na credibilidade da Câmara. O episódio escancara práticas nocivas no Parlamento e testa a capacidade da Casa de Curitiba em punir desvios internos rigorosamente.
Fonte: xvcuritiba.com.br








