Representações ético-disciplinares são encaminhadas para investigação, afastando corregedora para evitar conflito de interesses

Mesa Diretora da Câmara de Curitiba aprovou o envio de nove representações para a Corregedoria apurar possíveis infrações ético-disciplinares envolvendo a vereadora Tathiana Guzella. Para evitar conflito de interesse, corregedoria será conduzida pelo vice-corregedor.
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deu um passo firme na formalização das denúncias ético-disciplinares que envolvem a vereadora Delegada Tathiana Guzella. Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira (12), foram admitidas nove representações que, cumprindo os requisitos regimentais, foram encaminhadas para apuração pela Corregedoria da Câmara.
Esses procedimentos investigativos giram principalmente em torno da vereadora Tathiana Guzella, que aparece ora como acusada, ora como acusadora, em meio a uma trama política que ganhou evidência após episódios nas sessões dos dias 3 e 5 de agosto. O encaminhamento das representações reforça o desgaste institucional e o embate existente no parlamento municipal.
Para evitar qualquer suspeita de parcialidade, a corregedora titular, justamente a vereadora Tathiana Guzella, foi afastada da condução das investigações. O comando da Corregedoria ficará sob responsabilidade do primeiro-vice-corregedor, vereador Olímpio Araújo Júnior (PL), garantindo um mínimo de imparcialidade no processo.
Conforme prevê o Código de Ética e Decoro Parlamentar anexado ao Regimento Interno, a Corregedoria terá a missão de avaliar as representações e decidir pela instauração formal de sindicância, sem prazo definido para essa decisão, porém com conclusão da apuração em até 30 dias após a abertura do procedimento.
Os desdobramentos podem variar conforme a gravidade das infrações: desde censura pública e suspensão de prerrogativas regimentais até processos que podem culminar em perda de mandato, encaminhados ao Plenário da Câmara para decisão final, conforme disposto no decreto-lei federal 201/1967.
Além do aspecto jurídico-institucional, a Câmara reforça que as comunicações institucionais neste período eleitoral serão controladas para preservar o equilíbrio e impedir promoção individualizada de candidatos, respeitando o princípio constitucional da impessoalidade.
A movimentação na Câmara de Curitiba expõe o desgaste e os embates internos que ameaçam a estabilidade do Legislativo local, com a vereadora Tathiana Guzella no epicentro das controvérsias. A apuração da Corregedoria será decisiva para definir se as acusações têm fundamento e quais serão as consequências políticas para os envolvidos.
Fonte: xvcuritiba.com.br









