Tempestades no RS deixam 2,6 mil desalojados e expõem fragilidades no Estado


Defesa Civil contabiliza danos em 117 municípios e 1 morte em Montenegro

Tempestades no RS deixam 2,6 mil desalojados e expõem fragilidades no Estado
Foto — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Tempestades castigam o Rio Grande do Sul, deixando 2.686 desalojados, 117 municípios afetados e pelo menos uma morte confirmada, revelando desafios na infraestrutura local.

O Rio Grande do Sul acumulou um impacto severo após tempestades que deixaram 2.686 pessoas desalojadas e provocaram danos em 117 municípios, conforme atualização da Defesa Civil gaúcha neste domingo (9). A linha de instabilidade associada a uma frente fria gerou fortes chuvas e ventos que causaram destelhamentos, quedas de árvores e postes de energia, escancarando as fragilidades da infraestrutura local.

Embora o ciclone bomba tenha se formado entre Argentina e Uruguai, avançando pelo oceano e enviando ventos para a costa gaúcha, a Defesa Civil esclareceu que o fenômeno não causou impactos significativos no continente. O principal estrago veio da frente fria, que desde sexta-feira (7) castigou o estado, resultando em uma morte e cinco feridos.

O registro fatal ocorreu na RS-124, em Montenegro, onde um motociclista perdeu a vida em acidente provocado pelas condições adversas. Entre os feridos, um caso grave em Novo Hamburgo envolve uma pessoa que se enroscou em fios durante o vendaval, enquanto em Osório um militar sofreu ferimentos por estilhaço. Três feridos leves foram registrados em Dom Feliciano.

Minas do Leão lidera o número de desalojados, com 500 pessoas obrigadas a deixar suas casas e buscar abrigo em residências de familiares ou amigos. Novo Hamburgo e Sapiranga também figuram entre os municípios mais afetados, com 480 e 360 desalojados, respectivamente. Apesar do número elevado, apenas um desalojado precisou buscar abrigo público em Montenegro.

Esse cenário evidencia a necessidade urgente de revisão das políticas estaduais para infraestrutura e prevenção de desastres naturais, diante do aumento das condições climáticas extremas. A resposta do poder público e a capacidade de acolhimento ainda enfrentam limitações, enquanto a população sofre diretamente com os estragos e riscos à segurança.

Fonte: xvcuritiba.com.br


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