Especialistas alertam que subestimar complexidade da reforma pode custar caro a empresas; uso estratégico de IA é vital

Especialistas alertam que empresas que subestimam a complexidade da reforma tributária e não utilizam IA para adaptar seus processos enfrentam risco de perder competitividade e segurança financeira no longo prazo.
Reformas tributárias não perdoam amadores
A reforma tributária em pauta no Brasil não é para quem encara mudanças com superficialidade ou despreza a preparação tecnológica. O alerta vem direto dos especialistas Jorge Campos, fundador do Portal SpedBrasil, e Valmir Hammes, líder de produto ERP na Senior Sistemas. O choque é claro: focar apenas na emissão de notas fiscais – como CBS e IBS – é se iludir diante de um impacto que se espalha por toda a cadeia operacional das empresas.
O iceberg oculto da reforma
Campos compara a adaptação à reforma a um iceberg, onde a mudança aparente no faturamento é só a ponta. O verdadeiro desafio está nos processos internos, na relação com fornecedores e clientes, e na complexidade operacional que muitos ignoram. A pressa em cumprir prazos sem planejamento estratégico pode resultar em perdas significativas na margem de lucro e no fluxo de caixa.
IA: o trunfo para não naufragar
No meio desse cenário de complexidade, a inteligência artificial surge como peça-chave. Sistemas ERP integrados com IA permitem cruzar dados legais com informações concretas da empresa, simulando cenários e antecipando impactos financeiros. Hammes destaca que essa tecnologia traduz a legislação em insights práticos para evitar surpresas na virada das etapas da reforma.
Resistência interna alimenta o risco
Apesar da tecnologia disponível, o maior empecilho continua sendo cultural. Muitas equipes mantêm processos manuais paralelos, subutilizando ferramentas digitais cruciais. Campos enfatiza que o uso integral das soluções tecnológicas é parte da adaptação fiscal e estratégica, e não um simples detalhe operacional.
A cadeia inteira está em jogo
A reforma não afeta só a empresa isoladamente, mas toda a cadeia de suprimentos. Empresas bem estruturadas devem apoiar seus fornecedores na adaptação para garantir continuidade e evitar gargalos que impactem o negócio. A maturidade em gestão, governança e compliance é o que definirá quem sobreviverá a esse ciclo de mudanças.
Visão otimista para 2033
Apesar dos desafios imediatos, o horizonte é promissor. Conforme Hammes, o ambiente de negócios brasileiro caminhando para um sistema tributário mais transparente e simplificado, com tecnologia adequada para consolidar essas mudanças de forma eficaz. Para as empresas que souberem investir em tecnologia e gestão, o futuro será de vantagem competitiva e segurança financeira.








