Setor gera 800 mil empregos e fatura R$ 651 milhões, mas perde ritmo de contratações em 2024

Pesquisa do IBGE revela que comércio do Paraná emprega quase 800 mil pessoas e fatura R$ 651 milhões em 2024, mas registra queda de 1,5% no número de trabalhadores na área.
O Paraná consolida sua posição como um dos líderes nacionais no comércio, com quase 800 mil empregados distribuídos em 126.774 empresas comerciais, que juntas geraram receita operacional líquida de R$ 651,3 milhões em 2024, conforme dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024) do IBGE. O estado mantém o terceiro lugar no número de empresas e receita bruta do setor, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Comércio paranaense perde fôlego na geração de empregos
Apesar dos números robustos, o comércio paranaense sofreu um revés: o contingente de trabalhadores recuou de 809.868 em 2023 para 797.590 em 2024, uma queda de 1,5% que representa o fechamento de 12.278 vagas no setor. Este é o único indicador que mostra piora no desempenho estadual e sinaliza uma desaceleração preocupante no mercado de trabalho local, mesmo com o faturamento ainda forte.
Atacado sustenta faturamento e salários mais altos
O comércio por atacado responde por mais da metade da receita do setor, com R$ 350,5 milhões (53,8% do total). Também lidera no pagamento de salários médios, com 2,8 salários mínimos, superando o comércio varejista, que emprega a maioria (68,9% do total) mas fatura menos, com R$ 235,78 milhões. O comércio de veículos completa o quadro, com 11% das empresas e R$ 64,97 milhões em receita.
Comércio online e segmentos de alto salário
A pesquisa destaca ainda o papel crescente das vendas online, que correspondem a 9,9% das receitas no varejo para empresas com 20 ou mais empregados, chegando a quase metade (49,6%) nas lojas de departamento. Os salários mais altos são encontrados em nichos específicos do atacado, como tecnologia da informação (5,8 salários mínimos) e combustíveis (4,7 salários mínimos).
Este cenário mostra um comércio paranaense robusto, mas com claros sinais de pressão no emprego, que pode refletir desafios econômicos mais amplos ou mudanças estruturais no setor. O recuo na geração de vagas requer atenção das lideranças para evitar impacto social maior e garantir a manutenção do desempenho estratégico do estado no comércio nacional.









