Reforma eleitoral de Trump enfrenta barreira judicial antes das eleições legislativas nos EUA

Tribunal de apelação dos EUA mantém bloqueio a ordem executiva de Trump que pressionava estados a seguirem nova regra para voto por correspondência, acusada de tentar favorecer republicanos.
Tribunal de Apelação mantém suspensão da ordem de Trump
Um painel judicial dos Estados Unidos negou o pedido do Departamento de Justiça para revogar a liminar que impede a execução imediata da ordem executiva de Donald Trump, que alteraria regras do voto por correspondência em pelo menos vinte estados e no Distrito de Columbia. A decisão reforça a vitória dos estados que contestaram a medida, liderados pelo procurador-geral da Califórnia.
Pressão e tensão sobre funcionários eleitorais
Os juízes destacaram que a ordem presidencial provocou “uma tensão incrível” sobre os funcionários eleitorais estaduais, com prazos reduzidos e mudanças abruptas em processos eleitorais que ameaçavam a organização das eleições de novembro. A controvérsia gira em torno da tentativa do governo Trump de exigir que estados utilizem listas federais para determinar eleitores aptos, sob ameaça de ação criminal.
Disputa política e judicial acirrada
A ordem executiva também ordenava que o Serviço Postal dos EUA alterasse procedimentos para o envio de cédulas, aumentando o controle federal sobre o correio eleitoral, o que os estados alegam ser uma interferência ilegal no processo eleitoral local. Democratas e organizações de direitos eleitorais criticam a medida como uma tentativa de semear confusão e favorecer os republicanos.
Divergência judicial e próximos passos
Enquanto dois juízes nomeados por Biden ratificaram a liminar, um terceiro, indicado por Trump, discordou parcialmente, sugerindo liberdade para que o Departamento de Segurança Interna preparasse listas eleitorais. O governo americano já sinalizou a possibilidade de recorrer à Suprema Corte, mas o impasse judicial representa um revés significativo para os planos do ex-presidente antes das eleições legislativas de novembro.









