Trump recria muro tarifário global com taxa de até 12,5% por trabalho forçado


Presidente americano impõe novas tarifas para pressionar parceiros comerciais sob justificativa de combate a trabalho forçado

Trump recria muro tarifário global com taxa de até 12,5% por trabalho forçado
Trump avança em guerra comercial com novas tarifas, ampliando tensão global e pressão sobre o Brasil — Foto: Evelyn Hockstein

Donald Trump impõe nova rodada de tarifas de até 12,5% sobre importações de mais de 60 países, incluindo Brasil, sob pretexto de combater trabalho forçado, reativando disputa comercial global em meio a pressões políticas internas.

Donald Trump está retomando sua estratégia agressiva de guerra comercial ao anunciar uma nova rodada de tarifas que incidem sobre importações de mais de 60 países, entre eles Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Sob o pretexto de combater o uso de trabalho forçado em cadeias produtivas, os Estados Unidos estabeleceram sobretaxas de até 12,5%, substituindo taxas anteriores prestes a expirar.

Reforço do muro tarifário global

A medida faz parte de um esforço declarado de Trump para reconstruir seu chamado muro tarifário global, que visa pressionar parceiros comerciais a ajustar práticas consideradas inaceitáveis por Washington. A nova base jurídica adotada — a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — permite ao presidente contornar decisões recentes da Suprema Corte que limitaram seu poder de impor tarifas por meio de decretos emergenciais.

Brasil e aliados no foco da ofensiva

O Brasil, que já vinha sofrendo aumento para 25% em suas exportações para os EUA, agora entra na lista dos países que terão tarifas de 12,5% impostas sob a acusação de não coibir o trabalho forçado. Além disso, Canadá, México e União Europeia também são alvos de sobretaxas de 10%, ampliando um cenário de tensão comercial global.

Pressões políticas e repercussões econômicas

A ofensiva tarifária chega em momento delicado para Trump, que enfrenta pressões políticas internas às vésperas das eleições legislativas americanas. Enquanto membros de sua equipe econômica alertam sobre os riscos de uma escalada da guerra comercial, o presidente mantém a estratégia como instrumento de pressão e barganha internacional.

Especialistas apontam que, apesar do novo arcabouço legal, as tarifas dificilmente sofrerão aumento expressivo no curto prazo, mas a possibilidade de elevação futura permanece como ameaça constante para o comércio global.

Bastidores e riscos geopolíticos

Paralelamente, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã adiciona volatilidade aos mercados globais e aumenta o custo de vida do consumidor americano, fato que pode limitar a agressividade das medidas comerciais. Mesmo assim, Trump segue apostando no endurecimento tarifário como forma de mostrar força e controlar a agenda política interna, mesmo que isso represente mais desgaste nas relações comerciais e risco para a economia mundial.


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