Ex-primeira-dama rejeita convite para chapa do ex-governador mineiro e foca em cuidar de Jair Bolsonaro
Michelle Bolsonaro nega qualquer possibilidade de ser vice de Romeu Zema e reafirma prioridade em cuidar da saúde de Jair Bolsonaro.
Michelle Bolsonaro bateu o martelo neste domingo, 19, e sepultou qualquer especulação sobre integrar a chapa presidencial de Romeu Zema (Novo) como sua vice. Em mensagem direta no Instagram, ela afirmou que não existe “nenhuma possibilidade” para isso, citando regras partidárias que impedem o mesmo partido ter duas candidaturas principais em coligações distintas para o mesmo cargo. O PL, partido de Michelle, já tem seu nome elevado com Flávio Bolsonaro, seu enteado e deputado federal pelo Rio de Janeiro, na corrida presidencial.
PL em alerta e cuidados com Jair Bolsonaro
Além da questão partidária, Michelle destacou que sua prioridade atual é cuidar da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, deixando claro que ainda não decidiu se será candidata ao Senado pelo Distrito Federal. “Essa proposta não pode sequer ser cogitada”, disse, cortando qualquer ponte para avanço da hipótese.
Zema aposta em ‘nome ficha limpa’ e busca ampliar apelo
As declarações de Michelle aparecem após Romeu Zema ter citado seu nome como uma das opções para vice em sua chapa, durante o 10º Encontro Nacional do Novo. “É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom”, afirmou Zema, tentando ampliar o leque de alianças para 2026.
Pressão feminina e bastidores
No mesmo evento, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reforçou o convite para que Michelle entre na disputa eleitoral, ressaltando a importância da presença feminina na política e o trabalho que a ex-primeira-dama vem desenvolvendo ao abrir diretórios do PL Mulher pelo Brasil. Michelle deixou a presidência do PL Mulher após desentendimentos internos, o que evidencia tensão nos bastidores do partido.
O recuo de Michelle Bolsonaro deixa claro que o PL mantém sua estratégia alinhada, sem abrir mão de sua própria candidatura majoritária, enquanto a aliança com Zema fica para outra hora, se houver. A movimentação reforça o cenário cada vez mais acirrado e cheio de ajustes para as eleições de 2026.









