Ministro da Fazenda rebate acusações dos EUA e defende sistema de pagamento brasileiro

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeita acusações dos EUA sobre práticas comerciais e o Pix, e espera que sobretaxas não sejam aplicadas ao Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, saiu em defesa dura contra o relatório preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de práticas ilegais em comércio digital, incluindo o sistema de pagamento eletrônico Pix. Durigan classificou como sem sentido a alegação de que o Pix prejudicaria empresas norte-americanas, ressaltando que o sistema foi desenvolvido nacionalmente com ampla oferta e acesso universal a qualquer empresa ou indivíduo no país.
Durigan desafia sobretaxas e exige racionalidade
O ministro espera que prevaleça a racionalidade e os argumentos técnicos para que as tarifas sugeridas pelo USTR, que poderiam incluir sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, não sejam implementadas. O governo brasileiro já respondeu oficialmente às acusações, com o Ministério das Relações Exteriores destacando que o Pix é uma infraestrutura pública, de acesso aberto e condições não discriminatórias, que inclusive abre o mercado para empresas estrangeiras, incluindo as dos EUA.
Brasil mantém diálogo apesar da tensão
Apesar das críticas e da investigação ainda em andamento, o Brasil segue aberto ao diálogo e à troca de informações. A recente audiência em Washington com representantes do agronegócio brasileiro reforça a estratégia de defesa contra alegações de práticas desleais no comércio internacional.
O embate expõe as tensões entre o Brasil e os Estados Unidos em temas sensíveis, como comércio digital e meio ambiente, e coloca Durigan na linha de frente para proteger os interesses brasileiros diante de pressões externas que podem afetar a economia e a soberania tecnológica do país.








