Documento apreendido conecta ex-presidentes da Alerj, pastores e ex-deputados em esquema de lavagem

Documento encontrado na cabeceira da cama do contraventor Adilsinho se tornou peça fundamental para a Polícia Federal na quinta fase da Operação Unha e Carne, expondo um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo políticos do Rio.
Lista na cabeceira de Adilsinho revela enredo da corrupção no Rio
A Polícia Federal colocou as cartas na mesa e desvendou mais um capítulo sombrio da política fluminense. Uma lista encontrada na cabeceira da cama do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o famoso Adilsinho, virou a peça-chave para deflagrar a quinta fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (2). O documento, apreendido durante a Operação Smoke Free em 2022, reúne nomes de políticos influentes do Rio, registra supostos pagamentos, doações eleitorais obscuras e movimentações financeiras suspeitas que indicam lavagem de dinheiro.
Implicações diretas para a elite política do Rio
Entre os nomes citados no documento, destaca-se o codinome “Barba”, atribuído ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, já preso junto com Adilsinho. Além deles, a relação inclui o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e até um delegado da própria Polícia Federal, fato que revela a profundidade do esquema e o quanto o crime infiltra instituições.
Operação avança contra aliados do ex-governador Sérgio Cabral
A ação da Polícia Federal não poupou figuras de peso. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso em seu flat na Barra da Tijuca, enquanto o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, teve mandado de busca e apreensão cumprido. A operação expõe novamente a teia de corrupção que une políticos, empresários e contraventores, acendendo um alerta sobre o estado da política no Rio.
STJ anula denúncia, mas mantém investigação viva
Embora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha anulado a denúncia da Operação Smoke Free, as investigações ficaram intactas e ganharam novo fôlego, ampliando o alcance da Unha e Carne. A Polícia Federal aproveitou o material apreendido para aprofundar a apuração, mostrando que a justiça nem sempre anda em linha reta, mas a operação contra a corrupção não pode ser freada.
Este episódio reforça o desgaste político do Rio de Janeiro, evidenciando que o poder e o crime continuam entrelaçados, enquanto as instituições batalham para manter a ordem e a transparência. A sensibilidade do caso e a exposição direta de nomes conhecidos não só abalam estruturas políticas, mas também alimentam o debate sobre as reformas necessárias para combater a corrupção no Brasil.









