Marinho pressiona Banco Central após mercado de trabalho desacelerar


Ministro do Trabalho critica juros altos e impacto externo que freiam geração de empregos

Marinho pressiona Banco Central após mercado de trabalho desacelerar
Ministro Luiz Marinho critica política monetária do Banco Central após dados do Caged — Foto: Adriano Machado

Luiz Marinho amplia críticas ao Banco Central após dados do Caged mostrarem desaceleração na abertura de vagas formais em maio. Ministro aponta juros altos e fatores externos como barreiras à expansão do emprego.

Marinho amplia crítica à política monetária do Banco Central

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, não escondeu a insatisfação com a condução da política monetária adotada pelo Banco Central após a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a maio. Com um saldo positivo de 72.960 empregos formais, o menor para o mês desde 2020, Marinho avalia que o mercado de trabalho brasileiro está perdendo força e que o ritmo poderia ser muito melhor.

“O mercado de trabalho poderia estar muito mais positivo”, afirmou o ministro em coletiva, ao relacionar a desaceleração à manutenção de juros elevados. Segundo ele, essa política restringe investimentos, aperta a expansão das empresas e, consequentemente, trava a geração de vagas.

Pressão direta ao Banco Central e alerta para efeitos negativos

Marinho não poupou críticas à postura do Banco Central, que recentemente manifestou preocupação com o que chamou de aquecimento do mercado de trabalho. “Eu ouvi, esta semana, alguém do Banco Central falando da preocupação com o emprego, que insiste em ser positivo. Eu não consigo entender a mensagem de que o emprego tem de ser negativo. Parece uma tara por emprego negativo”, atacou o ministro.

Ele reforçou que o atual modelo de política monetária está prejudicando o mercado de trabalho, que deveria estar em melhor desempenho. “Quero chamar a atenção do Banco Central. A política monetária, do jeito que está, vem gerando um efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo ainda”, destacou.

Contexto externo piora incertezas econômicas

Além da política de juros, Marinho apontou fatores internacionais que agravam a situação: as tensões no Oriente Médio e o aumento das barreiras comerciais dos Estados Unidos criam um ambiente de incerteza que afeta negativamente a atividade produtiva e a geração de empregos.

Impacto político e econômico

A declaração do ministro ocorre em meio a um cenário econômico delicado, com sinais claros de desaceleração no mercado de trabalho e pressões inflacionárias que levam o Banco Central a manter juros altos. O embate entre o Ministério do Trabalho e o Banco Central expõe uma tensão institucional sobre o rumo da política econômica, com reflexos diretos na vida dos brasileiros e no ritmo de recuperação da economia.


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