Ação coordenada pelo Instituto Água e Terra reforça a regeneração ambiental em quatro Unidades de Conservação do Paraná

IAT promove dispersão aérea de 700 mil sementes de palmito-juçara para recuperação da Mata Atlântica em quatro unidades de conservação no litoral paranaense.
Dispersão de sementes de palmito-juçara reforça restauração da Mata Atlântica no Litoral do Paraná
Em 3 de junho de 2026, o Instituto Água e Terra (IAT) realizou uma ação de dispersão de sementes de palmito-juçara, visando restaurar a Mata Atlântica em quatro importantes Unidades de Conservação do Litoral do Paraná: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras). A dispersão de 700 mil sementes é uma medida focalizada para combater os danos causados pela extração ilegal da espécie, que é reconhecida como ameaçada.
Estratégia coordenada e parceiros na ação de restauração ambiental no Paraná
A dispersão aérea coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do IAT (COA-IAT) contou com sementes provenientes de coletas próprias e doações de organizações parceiras, como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). O projeto recebeu apoio institucional do Distrito 4730 do Rotary Club, demonstrando a importância de uma articulação entre órgãos ambientais e sociedade civil para a conservação e regeneração do bioma.
Importância ecológica do palmito-juçara para a Mata Atlântica e ameaças enfrentadas
O palmito-juçara (Euterpe edulis Martius) é uma espécie nativa vital da Floresta Atlântica, com ampla distribuição desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Devido à exploração predatória para extração do palmito, a planta encontra-se em risco de extinção, o que compromete a biodiversidade local, pois seus frutos alimentam diversas espécies de aves e mamíferos, que ajudam na dispersão das sementes. A ação do IAT busca reverter os impactos causados por essa exploração, reforçando a regeneração natural do ecossistema.
Monitoramento e perspectivas futuras para a conservação do palmito-juçara
Conforme explica José Volnei Bisognin, diretor-presidente do IAT, o lançamento das sementes foi realizado em locais indicados pelas gestões das Unidades de Conservação, em áreas sinalizadas por crimes ambientais, garantindo que a ação não seja aleatória. O órgão ambiental realizará monitoramento para avaliar a eficácia da dispersão e planeja repetir a iniciativa periodicamente, promovendo a regeneração contínua do bioma. Além do propósito ecológico, o projeto tem um viés educativo, incentivando a população a compreender a relevância da conservação da espécie e a participar do plantio.
Incentivo ao plantio caseiro e educação ambiental para ampliar a regeneração da Mata Atlântica
Com 19 viveiros distribuídos pelo estado, o IAT oferece mudas de palmito-juçara à população, estimulando o cultivo doméstico e comunitário para ampliar a presença da espécie fora das Unidades de Conservação. O chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke, reforça a importância de ações contínuas para a regeneração ambiental. O envolvimento comunitário é crucial para assegurar a sustentabilidade da Mata Atlântica, promovendo um futuro equilibrado para o ecossistema e para as gerações futuras.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










