STF inicia julgamento sobre recolocação dos royalties do petróleo


Decisão do Supremo pode modificar repasse bilionário entre Estados produtores e não produtores

STF inicia julgamento sobre recolocação dos royalties do petróleo
Entrada do Supremo Tribunal Federal para o julgamento dos royalties do petróleo Foto: Ueslei Marcelino

STF começa julgamento que pode alterar o modelo de distribuição dos royalties do petróleo entre Estados produtores e não produtores.

Contexto e importância do julgamento dos royalties do petróleo no STF

O julgamento royalties petróleo iniciado pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de fevereiro de 2026 pode alterar substancialmente como são distribuídos os valores arrecadados com a exploração de petróleo no País. A lei de 2012, que ampliou o repasse para Estados e municípios não produtores, está suspensa desde 2013 por decisão liminar, mantendo vigente o modelo que concentra os recursos principalmente em Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, os maiores produtores. Essa ação judicial, movida por esses Estados produtores, questiona o impacto financeiro provocado pela lei.

Impactos financeiros da revisão do modelo de distribuição de royalties

Se a norma de 2012 for confirmada pelo STF, o percentual dos royalties destinado a Estados e municípios produtores deve cair de 61% para 26%, enquanto o Fundo Especial para entes não produtores aumentaria de 8,75% para 54%. A União também teria sua fatia reduzida de 30% para 20%. Em 2025, a arrecadação total de royalties chegou a R$ 62,2 bilhões, com R$ 24,5 bilhões destinados à União, R$ 16,6 bilhões para Estados produtores e R$ 21,1 bilhões para os municípios. O Fundo Especial para não produtores recebeu R$ 5,2 bilhões, montante originado da parcela da União.

Posições dos Estados produtores e não produtores na disputa judicial

Os Estados produtores, liderados por Rio de Janeiro e Espírito Santo, defendem a manutenção do modelo vigente, alegando que a volta da lei de 2012 prejudicaria gravemente suas finanças públicas. Em contrapartida, os Estados e municípios não produtores argumentam que o atual sistema gera uma distorção histórica e uma quebra de isonomia, reivindicando a aplicação da lei para ampliar sua participação nos royalties. A disputa representa uma tensão política e econômica entre regiões que dependem dos recursos para investimentos e serviços públicos.

Procedimento do julgamento e próximos passos no Supremo Tribunal Federal

O julgamento do modelo de royalties começou oficialmente com as sustentações orais das partes interessadas em 6 de fevereiro de 2026, incluindo manifestações de dezenas de entidades afetadas. Os votos dos ministros devem ser proferidos no dia seguinte, 7 de fevereiro. O processo tem grande repercussão e seu desfecho pode modificar a distribuição de recursos públicos no Brasil, influenciando políticas estaduais e municipais vinculadas à exploração petrolífera.

Histórico da legislação sobre royalties e seu efeito na arrecadação pública

A lei de 2012 buscou alterar a divisão dos royalties do petróleo para ampliar a participação de Estados e municípios não produtores, criando o Fundo Especial. No entanto, a norma foi suspensa judicialmente em 2013, mantendo o modelo anterior que favorece os maiores produtores. Desde então, o debate permanece aberto, com impactos diretos no orçamento público e no equilíbrio federativo. A decisão do STF pode consolidar uma nova lógica de distribuição, impactando diretamente os investimentos e a economia de diversas regiões do País.


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