Tarcísio de Freitas propõe aumento de 3,9 por cento no salário mínimo paulista


Governo estadual encaminha projeto à Alesp para reajustar piso salarial para R$ 1.874, acima do mínimo nacional

Tarcísio de Freitas propõe aumento de 3,9 por cento no salário mínimo paulista
Governador Tarcísio de Freitas durante anúncio do projeto de lei para reajuste salarial em São Paulo Foto: JOÃO VALÉRIO / Governo do Estado de SP

Projeto do governo paulista eleva o salário mínimo para R$ 1.874, com aumento de 3,9%, superando o piso nacional em 15%.

Proposta de aumento do salário mínimo paulista em 3,9% é apresentada

O governo de São Paulo, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), em 29 de abril de 2026, um projeto de lei que aumenta o salário mínimo paulista para R$ 1.874, representando um reajuste de 3,9% em relação ao valor atual de R$ 1.804. O salário mínimo paulista é o patamar mínimo para categorias profissionais sem piso salarial definido por legislação federal, convenção ou acordo coletivo.

Contexto econômico e base do reajuste salarial

O percentual de 3,9% foi estabelecido com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025, conforme afirmação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima. A inflação geral acumulada desde a última atualização do piso estadual, realizada em junho de 2025, foi de 3,43%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O reajuste também reflete uma estratégia do governo para assegurar que o piso paulista continue acima do salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.284, com um aumento real de aproximadamente 15%.

Abrangência e impacto para categorias profissionais

O salário mínimo paulista contempla mais de 70 profissões que não possuem piso definido em âmbito federal. Em 2025, a inclusão dos cuidadores de pessoas com deficiência e de idosos ampliou o escopo da norma. A valorização salarial está alinhada com a política de reconhecimento desses profissionais, oferecendo maior segurança financeira e incentivando o mercado de trabalho local. O projeto de lei foi enviado com requerimento de urgência, e caso não seja aprovado em até 45 dias, sua tramitação poderá ser impactada, o que pode atrasar a implementação do aumento.

Outros projetos enviados simultaneamente à Assembleia Legislativa

Além do reajuste do salário mínimo paulista, o governador Tarcísio encaminhou dois outros projetos à Alesp. Um deles prevê o pagamento de abono complementar para servidores da administração direta e autarquias estaduais que recebem abaixo do piso, com custo estimado em R$ 6,5 milhões. O segundo projeto institui contrapartidas financeiras ao Ministério Público de São Paulo decorrentes da efetivação de acordos extrajudiciais, podendo gerar até R$ 115 mil por acordo, destinados a cobrir custos administrativos.

Relevância política e econômica do reajuste salarial em São Paulo

O reajuste do salário mínimo paulista implica em impacto direto para o orçamento de empresas e órgãos públicos que contratam profissionais dessas categorias. A medida tem potencial para estimular o consumo local e melhorar a renda de trabalhadores submetidos a pisos inferiores. Entretanto, também levanta debates sobre a sustentabilidade fiscal em meio a pressões inflacionárias nacionais e regionais. O governo busca equilibrar valorização salarial com responsabilidade fiscal, diante do cenário econômico atual e das expectativas da população.

Perspectivas para a aprovação e execução do projeto

Com o envio do projeto com pedido de urgência, o governo paulista sinaliza a prioridade para a tramitação da matéria na Assembleia Legislativa. A aprovação rápida é fundamental para garantir o reajuste salarial ainda no exercício fiscal de 2026. O acompanhamento do processo legislativo será determinante para os trabalhadores beneficiados, sindicatos e empregadores, que devem se adaptar às novas condições salariais propostas.


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