Maioria da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal mantém decisão que aponta negociação de R$ 140 milhões em suborno envolvendo Paulo Henrique Costa

STF reafirma prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, por envolvimento em esquema de R$ 140 milhões em propina investigado pela Polícia Federal.
Prisão preventiva confirmada em votação da 2ª Turma do STF
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal referendou a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em julgamento virtual realizado entre 24 e 28 de abril de 2026. A decisão do ministro André Mendonça, que apontou risco concreto de interferência nas investigações, foi acompanhada pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou suspeição, mantendo sua posição anterior em casos similares.
Esquema milionário de propina sob investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal apurou um esquema envolvendo R$ 146 milhões em propina, dos quais cerca de R$ 74 milhões foram efetivamente repassados. Entre os bens ligados ao pagamento ilícito estão seis imóveis de luxo atribuídos a Costa, localizados em empreendimentos como Heritage, Arbórea e One Sixty. As transações foram interrompidas após o Ministério Público Federal instaurar procedimento sigiloso em abril de 2025.
Defesa troca equipe e sinaliza possível delação premiada
Em 22 de abril de 2026, Paulo Henrique Costa substituiu seu advogado criminalista Cleber Lopes por Eugênio Aragão e Davi Tangerino, indicando uma possível estratégia para negociar delação premiada, caminho já tentado pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, também envolvido no caso.
STF atua com rigor em casos de corrupção financeira
O relator André Mendonça ressaltou a gravidade das acusações e o risco de obstrução das investigações para justificar a manutenção da prisão. A decisão da 2ª Turma demonstra a postura firme do Supremo em enfrentar casos de corrupção que atingem instituições financeiras públicas, reforçando a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa.
Relevância para o combate à corrupção e integridade do sistema financeiro
O caso evidencia os desafios na proteção do sistema financeiro brasileiro contra esquemas ilícitos, especialmente em bancos públicos como o BRB. A manutenção da prisão preventiva é um passo crucial para garantir a integridade das apurações e evitar interferências que possam comprometer a justiça.
O embate judicial em torno da prisão de Paulo Henrique Costa revela as tensões entre o poder judiciário e o establishment financeiro, com desdobramentos que podem impactar a confiança nas instituições públicas e a eficácia do combate à corrupção no país.









