Cláudio Castro fica inelegível no TSE, mas escapa de cassação após renunciar


Tribunal Superior Eleitoral oficializa decisão que torna ex-governador do Rio inelegível, mantendo validade do mandato por renúncia prévia

Cláudio Castro fica inelegível no TSE, mas escapa de cassação após renunciar
Tribunal Superior Eleitoral publicou o acórdão sobre Claudio Castro Foto: — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

TSE oficializa inelegibilidade de Claudio Castro, que evita cassação ao renunciar antes da decisão final.

Inelegibilidade oficializada sem cassação formal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou em 23 de fevereiro de 2026 o acórdão que declara a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Apesar da condenação, o mandato de Castro não foi cassado, pois ele renunciou ao cargo antes da decisão final, frustrando a formalização da cassação. Essa manobra política levantou questionamentos sobre a legalidade e os impactos institucionais para o estado.

Multas e inelegibilidade parcial para outros envolvidos

Além de Castro, o TSE decretou inelegibilidade parcial para Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Todos receberam multas de R$ 100 mil. Thiago Pampolha, conselheiro do TCE e ex-vice-governador, foi multado em R$ 5 mil como beneficiário. O processo envolve uso indevido da máquina pública em eleições, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.

Novas eleições no Rio: indefinição sobre formato

O acórdão determina novas eleições para o Executivo estadual, com retotalização dos votos para deputado estadual excluindo os de Bacellar. Contudo, permanece indefinido se o pleito será direto, por voto popular, ou indireto, via Alerj. O Supremo Tribunal Federal (STF) avaliará ações sobre o mandato-tampão e o formato eleitoral, com julgamento suspenso até análise do acórdão do TSE.

Crise política e vacância no governo estadual

Castro renunciou em 23 de março de 2025, pouco antes do julgamento da cassação. O presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, assumiu como governador interino. A sucessão decorreu de uma sequência inédita de vacâncias, incluindo renúncia do vice-governador Pampolha e cassação de Bacellar, evidenciando a crise política e institucional no Rio.

Governo interino promove enxugamento da máquina pública

Desde que assumiu, Ricardo Couto exonerou mais de 600 servidores, focando em cargos ligados a aliados de Castro, especialmente na Secretaria de Governo e Casa Civil. A medida visa reduzir gastos e gerar economia mensal de cerca de R$ 30 milhões, tentando reorganizar a administração diante das irregularidades detectadas.

Disputa política na Alerj e pressão sobre o comando do estado

Douglas Ruas, aliado de Castro, foi eleito presidente da Alerj em votação marcada por boicote da oposição e insegurança. Em 23 de fevereiro, Ruas buscou junto ao ministro Cristiano Zanin, do STF, reverter a decisão que colocou Couto como governador interino. O episódio revela embates internos sobre o controle do Palácio Guanabara e o futuro político do Rio.

STF decide o rumo da sucessão e eleições estaduais

Com placar apertado no STF — quatro ministros a favor da eleição indireta e um da direta — o julgamento será retomado após o acórdão do TSE. A definição do formato eleitoral será decisiva para a estabilidade institucional e o processo democrático no estado nos próximos anos.


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