Banqueiro detido em Brasília passará por exames médicos sob custódia da Polícia Federal, autorizado pelo STF

Vorcaro será levado ao hospital DF Star para exames após apresentar hematúria na prisão, com aval do STF e sob escolta da PF.
Autorização judicial e contexto médico
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a saída do banqueiro Daniel Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para realização de exames médicos. A decisão ocorreu após pedido formal da defesa, motivado pelo quadro de hematúria apresentado pelo detido, condição que demandou avaliação especializada fora da unidade prisional.
Prisão e investigação na Operação Compliance Zero
Vorcaro está detido há cerca de 50 dias, desde a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, instituição fundada e controlada por ele. O banco captou aproximadamente R$ 50 bilhões por meio de CDBs com rentabilidade acima do mercado, atraindo investidores em escala nacional.
Suspeitas e medidas regulatórias
As investigações indicam a existência de um esquema que envolvia títulos sem lastro, operações simuladas, lavagem de dinheiro e ocultação de recursos via empresas intermediárias. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master devido a irregularidades financeiras e infrações regulatórias graves, resultando no encerramento das atividades da instituição.
Negociação de colaboração premiada e implicações políticas
Daniel Vorcaro negocia um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. A delação pode revelar informações que ultrapassam o âmbito financeiro, incluindo possíveis conexões e casos de corrupção envolvendo autoridades do Banco Central, membros do Congresso Nacional e do Poder Judiciário.
Logística e segurança na transferência ao hospital
A transferência para o hospital DF Star, localizado próximo à Superintendência da PF em Brasília, será realizada sob escolta da Polícia Federal, que mantém sigilo sobre o horário para garantir a segurança do procedimento. A medida demonstra o acompanhamento rigoroso das autoridades em relação à saúde do detido, sem comprometer o andamento das investigações em curso.









