Montante declarado entre 2022 e 2025 envolve empresas ligadas a Daniel Monteiro, alvo de investigações sobre desvio e ocultação de recursos

Banco Master declarou R$ 109 milhões a empresas ligadas a advogado preso, suspeito de ocultar recursos e operar esquema ilícito.
Valores e contexto dos repasses
Entre 2022 e 2025, o Banco Master declarou à Receita Federal pagamentos que totalizam R$ 109 milhões para empresas ligadas ao advogado Daniel Monteiro, preso sob suspeita de comandar um esquema sofisticado de desvio de recursos. Monteiro é apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro e figura central na Operação Compliance Zero, deflagrada em 2026.
Estrutura do esquema segundo a Polícia Federal
A investigação da Polícia Federal revelou que o esquema utilizava empresas de fachada para receber recursos vinculados à Reag e para facilitar pagamentos relacionados a seis imóveis prometidos por Vorcaro ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O ministro André Mendonça autorizou a fase atual da apuração, destacando que essas empresas tiveram dados alterados rapidamente, funcionando como veículos para ocultação dos valores desviados, sob controle direto de Monteiro.
Participação de escritórios de advocacia e consultorias
Os documentos oficiais indicam que o escritório Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht recebeu R$ 79 milhões do banco, sendo o segundo maior valor declarado a um escritório de advocacia, atrás apenas dos R$ 80,2 milhões destinados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, entre 2024 e 2025. Além disso, a Mytra Consultoria, vinculada a Monteiro, recebeu R$ 30 milhões no mesmo período.
Defesa dos investigados
A defesa de Daniel Monteiro rejeita as acusações de que ele atuaria como “operador financeiro” ou que teria desviado recursos, afirmando que todos os serviços jurídicos e de consultoria prestados foram lícitos e devidamente declarados à Receita Federal. A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou até o momento.
Relevância e desdobramentos
O caso evidencia uma complexa rede de movimentações financeiras suspeitas envolvendo altos valores e figuras jurídicas de destaque. A atuação da Polícia Federal e do Judiciário reforça a necessidade de mecanismos rigorosos para controle e transparência dos fundos corporativos. A Operação Compliance Zero segue em curso, com expectativa de novas fases e revelações sobre o esquema investigado.










