Ministro do STF defende manutenção da prisão preventiva diante da complexidade do esquema investigado

STF inicia julgamento para decidir sobre a prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Contexto do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a prisão de Paulo Henrique
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou em 22 de abril de 2026 o julgamento da prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, no contexto do chamado caso Master. O ministro André Mendonça, relator do caso, votou para manter a prisão, argumentando que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da complexidade e gravidade do esquema investigado. O voto de Mendonça foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux, com o ministro Dias Toffoli se declarando suspeito para participar do julgamento.
Análise do voto de André Mendonça e suas justificativas para a prisão
No voto, o ministro André Mendonça destacou que o grau de articulação dos investigados e a natureza empresarial do esquema exigem a manutenção da prisão preventiva. Ele afirmou que a possibilidade de influência sobre pessoas, documentos e fluxos financeiros persiste, e que medidas como comparecimento periódico ou monitoração eletrônica não são suficientes para neutralizar os riscos concretos identificados. Mendonça também ressaltou a continuidade dos atos de lavagem de dinheiro como fator que justifica a prisão.
Detalhes da Operação Compliance Zero e os envolvidos na investigação
A prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro ocorreu durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril de 2026. A investigação apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O advogado Daniel Monteiro teria atuado como representante do Banco Master nas negociações com o BRB, sendo diretamente ligado a Paulo Henrique Costa nas tratativas investigadas.
Implicações financeiras e estrutura do esquema investigado no BRB
Segundo as apurações, o esquema envolvia um compliance paralelo para burlar controles internos do BRB e pagamentos de vantagens indevidas. Valores foram supostamente ocultados por meio da aquisição e transferência de vários imóveis localizados em edifícios de alto padrão na região do Itaim Bibi, em São Paulo. Essa movimentação imobiliária compõe um modelo sofisticado de lavagem de dinheiro que está sob análise das autoridades.
Defesa de Paulo Henrique e as alegações apresentadas
A defesa do ex-presidente do BRB argumenta que não há evidências de tentativa de coação de testemunhas, ocultação de provas ou embaraço às investigações. O advogado Cleber Lopes afirmou que Paulo Henrique colaborou com as autoridades, entregando o passaporte voluntariamente e comparecendo a todos os atos convocados. Além disso, contestou a acusação de ocultação de bens, alegando que os imóveis citados não foram transferidos ao ex-presidente.
Próximos passos do julgamento e possíveis desdobramentos jurídicos
O julgamento da manutenção das prisões preventivas segue até o dia 24 de abril de 2026 na Segunda Turma do STF, presidida pelo ministro Gilmar Mendes. Além dos votos já proferidos pelos ministros André Mendonça e Luiz Fux, outros membros do colegiado analisarão o caso. A decisão final terá impacto direto nas investigações e no andamento do caso Master, que envolve graves acusações contra agentes públicos e executivos do sistema financeiro.
Fonte: www.metropoles.com










