Presidente brasileiro e líder supremo chinês tratam de ampliação de acordos econômicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve, na noite desta segunda-feira (11), uma conversa telefônica de aproximadamente uma hora com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. O diálogo foi marcado pela reafirmação de uma parceria estratégica bilateral e pelo compromisso de ampliar a cooperação em setores considerados prioritários para os dois países.

Além de temas econômicos, o encontro virtual abordou pautas geopolíticas, ambientais e tecnológicas. No campo econômico, Lula e Xi destacaram a intenção de expandir colaborações nas áreas de petróleo e gás, satélites, saúde e economia digital. O objetivo, segundo os líderes, é diversificar e aprofundar os vínculos comerciais e tecnológicos, explorando novas oportunidades de negócios que favoreçam ambas as economias.
A pauta climática também ocupou espaço central na conversa. Lula ressaltou a importância da presença chinesa na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será sediada em Belém, no Pará, em 2025. Xi Jinping, por sua vez, confirmou que a China será representada por uma delegação de alto nível e declarou que seu país está disposto a trabalhar ao lado do Brasil para garantir o êxito da conferência.
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No campo político e diplomático, a ligação abordou os recentes esforços internacionais para promover a paz entre Rússia e Ucrânia. Lula e Xi compartilharam impressões sobre a conjuntura global e reafirmaram a relevância de fóruns como o G20 e o BRICS para a defesa do multilateralismo e da cooperação entre as nações.
A conversa desta segunda-feira é parte de uma série de contatos que o presidente brasileiro vem mantendo com líderes internacionais para discutir tanto a agenda de paz quanto a articulação dentro do BRICS. Na semana anterior, Lula já havia conversado com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e recebido um telefonema do presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo informações do Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado celebraram avanços alcançados nos últimos anos no alinhamento dos programas nacionais de desenvolvimento de Brasil e China. Lula destacou que essa aproximação tem permitido ganhos significativos em comércio, investimentos e inovação tecnológica. Xi Jinping, por sua vez, apontou que a sinergia entre as políticas de desenvolvimento das duas nações abre espaço para parcerias de longo prazo, capazes de gerar benefícios mútuos e contribuir para a estabilidade econômica global.
Os dois líderes também ressaltaram que pretendem continuar identificando áreas onde a colaboração pode ser expandida. Entre as possibilidades mencionadas estão iniciativas conjuntas de pesquisa e desenvolvimento na área espacial, programas voltados para saúde pública, avanços em infraestrutura digital e exploração sustentável de recursos energéticos.
A cooperação no setor de satélites, por exemplo, foi lembrada como um dos marcos do histórico de trabalho conjunto entre Brasil e China. O fortalecimento dessa parceria tecnológica é visto como estratégico não apenas para fins científicos e comerciais, mas também para monitoramento ambiental e prevenção de desastres.
Na área de petróleo e gás, a ideia é estimular investimentos e intercâmbio tecnológico que possam aumentar a eficiência da produção e reduzir impactos ambientais. Já no campo da economia digital, as conversas devem explorar oportunidades em inovação, inteligência artificial, conectividade e soluções para inclusão digital.
O diálogo entre Lula e Xi ocorre em um momento de retomada de agendas multilaterais e de reforço das alianças Sul-Sul, nas quais Brasil e China desempenham papel de destaque. A relação bilateral, que já é sólida, tende a ganhar novas dimensões a partir da integração de agendas econômicas com compromissos ambientais e tecnológicos.
Ao final da conversa, ambos reafirmaram que a parceria estratégica não se limita a interesses comerciais, mas reflete uma visão comum sobre a necessidade de cooperação global diante de desafios como a crise climática, a instabilidade geopolítica e as desigualdades econômicas. A expectativa é que, nos próximos meses, sejam anunciados novos acordos e iniciativas que concretizem os pontos discutidos na ligação.
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