Luiz Antônio Garnica e Elizabete Arrabaça são acusados de envenenar Larissa Rodrigues com 'chumbinho'

Médico e sogra são acusados de envenenar professora em Ribeirão Preto. Júri popular está previsto para 2026.
Acusação de feminicídio em Ribeirão Preto
A Justiça de São Paulo determinou que Luiz Antônio Garnica e sua mãe, Elizabete Arrabaça, enfrentarão um júri popular pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, ocorrida em março deste ano em Ribeirão Preto. Ambos são acusados de envenenar Larissa de forma gradual com uma substância conhecida como ‘chumbinho’. De acordo com o Ministério Público, o motivo do crime seria evitar a divisão dos bens do casal e permitir que Luiz Antônio seguisse seu romance extraconjugal.
Detalhes do crime e as acusações
Os dois réus estão sendo julgados por feminicídio triplamente qualificado, que abrange motivos torpes, uso de um meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, e dissimulação. Luiz Antônio também enfrenta uma acusação de fraude processual por ter alterado a cena do crime no dia em que Larissa foi encontrada morta. O promotor de Justiça, Marcus Túlio Alves Nicolino, expressou que a expectativa é de que ambos permaneçam presos até o julgamento, marcado para 2026.
A morte de Larissa Rodrigues
Larissa Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no dia 22 de março. O laudo toxicológico confirmou que a causa da morte foi envenenamento, com a substância ‘chumbinho’ identificada em seu corpo. Segundo o promotor, o envenenamento ocorreu ao longo de uma semana, com a sogra sendo a última a ter contato com a vítima antes de sua morte. Larissa, que precisava de alimentação por conta de uma doença, recebeu a dose letal no final do dia 21 de março.
Implicações legais e possíveis penas
O promotor Nicolino avaliou que, considerando as qualificadoras do crime, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos em caso de condenação. Ele classificou o ato como um crime abjeto e violento, ressaltando a natureza premeditada do assassinato. O médico, que supostamente estava com a amante no dia anterior à morte de Larissa, teria avisado a amante ao encontrar a esposa morta, criando uma cena de teatralidade em torno do evento.
Defesa dos réus e outros casos
O advogado de Elizabete, Bruno Ribeiro, anunciou que irá recorrer da decisão de pronúncia do juiz que ordenou o júri. Ele defende a inocência de sua cliente, alegando a falta de provas concretas de sua participação no crime. Além disso, Elizabete é investigada em outro caso referente à morte de sua filha, Nathália Garnica, que ocorreu um mês antes da morte de Larissa. O Ministério Público já ofereceu denúncia, mas o juiz ainda não se manifestou sobre a conexão entre os dois casos.
A sociedade aguarda ansiosamente o desfecho deste caso, que levanta questões profundas sobre a violência doméstica e a proteção das vítimas. Enquanto isso, o espaço continua aberto para que o advogado de Luiz Antônio se manifeste, mas até o momento, não houve retorno sobre os questionamentos feitos.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Luiz Antonio Garnica, Elizabete Arrabaça e Nathalia Garnica










