A chef discute a importância de cozinhar em casa e os efeitos da alimentação industrializada na saúde

A chef Rita Lobo alerta sobre os riscos dos ultraprocessados e defende a volta à comida de verdade.
A importância de cozinhar em casa
Rita Lobo, renomada chef brasileira, é um exemplo de como a culinária pode ser uma ferramenta poderosa para promover uma alimentação saudável. Em sua trajetória, desde o lançamento do site Panelinha, Lobo tem se dedicado a ensinar as pessoas a cozinhar em casa, enfatizando o valor da comida de verdade. A chef alerta que a alimentação da população está cada vez mais permeada por ultraprocessados, o que representa um grave risco à saúde.
Ultrapassando os ultraprocessados
Segundo estudos recentes, cerca de 20% das calorias consumidas pelos brasileiros provêm de alimentos ultraprocessados. Em países de alta renda, essa porcentagem pode ultrapassar 50%. Lobo explica que esses produtos, apesar de aparentarem ser alimentos, são na verdade formulações industriais que o corpo humano não reconhece como comida. O consumo excessivo desses produtos está associado ao aumento da obesidade e de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares.
O papel das políticas públicas
A chef não apenas se preocupa com a escolha individual de alimentos, mas também destaca a necessidade de políticas públicas que incentivem o acesso à comida de verdade. Ela argumenta que apenas educar os indivíduos não é suficiente; é preciso criar um ambiente que favoreça hábitos alimentares saudáveis. Para Lobo, as escolhas alimentares estão diretamente ligadas à disponibilidade e ao custo dos alimentos nos mercados.
Como identificar ultraprocessados
Identificar um ultraprocessado é relativamente simples, segundo Rita Lobo. A lista de ingredientes é um bom indicativo: se ela contém nomes que não reconhecemos ou que não estão presentes em nossas cozinhas, é melhor deixar o produto na prateleira do supermercado. Lobo enfatiza que a comida de verdade é aquela que pode ser feita a partir de ingredientes simples e naturais, como arroz, feijão e legumes.
Desmistificando a cozinha
Lobo também reflete sobre a desumanização do ato de cozinhar, que se tornou uma tarefa vista como complicada e distante da realidade cotidiana de muitas pessoas. Ela defende que cozinhar não é um dom, mas uma habilidade que pode ser aprendida. Ao longo da conversa, Rita sublinha a importância do planejamento na cozinha: fazer um cardápio semanal pode auxiliar na escolha de ingredientes e evitar o desperdício.
A influência da indústria alimentar
A chef critica a forma como a indústria de alimentos molda a percepção das pessoas sobre o que é comida. Em um mundo onde o foco está na quantidade de nutrientes e não na qualidade dos alimentos, muitos acabam consumindo produtos que não oferecem benefícios reais à saúde. Lobo alerta que essa visão reducionista pode levar à perda da conexão com a comida de verdade.
Conclusão
Rita Lobo conclui que a solução para uma alimentação mais saudável passa pela volta à cozinha e pelo consumo consciente. Ela acredita que cada pessoa pode fazer a diferença ao optar por alimentos in natura e ao aprender a cozinhar, promovendo assim uma vida mais saudável e saborosa. A chef continua sendo uma voz ativa na luta por uma alimentação melhor, incentivando todos a redescobrirem o prazer de cozinhar em casa.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: BBC










