A Força Aérea Brasileira testa armamento avançado em exercício na costa do Rio Grande do Norte

FAB realizou o primeiro lançamento do míssil Meteor pelo Gripen, com custo estimado em R$ 12,4 milhões.
Teste do Gripen marca avanço na capacidade bélica da FAB
No dia 27 de novembro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) executou o primeiro lançamento do míssil Meteor a partir do caça sueco Gripen, durante um exercício na costa do Rio Grande do Norte. Este evento é um importante passo na modernização da frota e na ampliação das capacidades de combate da FAB, que visa estar pronta para missões reais em 2026.
Detalhes do lançamento do míssil
O míssil Meteor, com um custo estimado em R$ 12,4 milhões, foi disparado contra um drone da fabricante italiana Leonardo, o Mirach 100/5. Este teste faz parte do exercício BVR-X, que teve início em Natal e é projetado para avaliar a eficácia do Gripen e do Meteor em cenários de combate. O comandante da Base Aérea de Natal, brigadeiro Breno Diogenes Gonçalves, ressaltou a importância do teste, afirmando que ele permitiu verificar como o binômio Gripen e Meteor opera na guerra aérea moderna.
Características do Míssil Meteor
O Meteor é considerado o míssil ar-ar mais avançado do mercado, com capacidades superiores em comparação a modelos utilizados por outras nações da América Latina. Ele pode ser lançado a uma distância entre 100 km e 200 km do alvo, com a opção de atualização de rota durante o percurso, dificultando a reação do inimigo. O Gripen é capaz de carregar até sete mísseis Meteor, que alcançam velocidades de até 4.900 km/h.
Próximos passos para o Gripen
Após o lançamento bem-sucedido, a FAB planeja realizar testes adicionais, incluindo o uso de um canhão de 27 mm para completar a certificação da aeronave. A expectativa é que a frota de Gripen esteja totalmente operacional até 2026, embora o cronograma original tenha enfrentado atrasos. A FAB também está considerando a aquisição de caças Gripen da geração anterior para suprir lacunas na frota atual.
Desafios e planos futuros
Atualmente, a demanda pelo Gripen está alta, especialmente em um contexto de tensão geopolítica, como a situação entre Suécia e Rússia. A FAB, que já adquiriu 36 unidades do Gripen, enfrentará desafios para garantir a entrega e integração de novos caças em sua frota. Além do Meteor, a FAB também estuda a possibilidade de testar o míssil Iris-T, outro armamento avançado que pode ser utilizado no Gripen.
A realização deste teste representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um passo significativo na estratégia de defesa do Brasil, preparando a FAB para enfrentar desafios contemporâneos em um cenário global em constante mudança.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Força Aérea Brasileira










