Medida surge após ataque a membros da Guarda Nacional em Washington, D.C.

Trump analisa deportação da família de Rahmanullah Lakanwal, suspeito de ataque em Washington.
Trump analisa deportar família de suspeito de tiroteio nos EUA
O presidente Donald Trump afirmou que o governo está considerando a deportação da família de Rahmanullah Lakanwal, que é suspeito de ter atirado em dois membros da Guarda Nacional em Washington, D.C. A declaração foi divulgada pela CNN, levantando novas preocupações sobre a segurança e as políticas de imigração nos Estados Unidos.
Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão de 29 anos, chegou aos EUA em 8 de setembro de 2021, através da Operação Allies Welcome, uma iniciativa criada pelo ex-presidente Joe Biden para reassentar afegãos após a retirada militar dos EUA do Afeganistão. O ataque realizado por Lakanwal, que não possuía histórico criminal, está sendo utilizado por Trump para reforçar sua narrativa sobre imigração e segurança.
Segundo informações, Lakanwal solicitou asilo em dezembro de 2024 e teve seu pedido aprovado em 23 de abril deste ano, o que gerou críticas sobre a capacidade do governo Biden em realizar verificações adequadas antes da entrada de imigrantes no país. O diretor do FBI, Kash Patel, e a procuradora Jeanine Pirro, ambos nomeados por Trump, afirmaram que houve falhas nas triagens realizadas pelo governo anterior.
Durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, destacou que “esse animal nunca teria estado aqui se não fosse pelas políticas perigosas de Joe Biden”. A declaração sublinha a estratégia de Trump de associar o ataque à imigração descontrolada, alegando que criminosos não verificados estão entrando nos EUA.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, também se pronunciou, afirmando que Lakanwal tinha trabalhado com unidades apoiadas pela CIA durante a guerra no Afeganistão. Ratcliffe criticou a decisão de trazer Lakanwal para os EUA, argumentando que ele não deveria ter sido autorizado a entrar no país.
O tiroteio, que ocorreu em solo americano, acendeu um debate sobre a segurança nacional e a imigração, questões centrais na campanha de Trump. Ele já ordenou o envio de mais 500 soldados para Washington como parte de sua resposta ao incidente. A narrativa de Trump sobre imigração pode ser reforçada por este caso, que traz à tona a necessidade de uma verificação mais rigorosa dos imigrantes.
Em um vídeo publicado pela Casa Branca, Trump descreveu o tiroteio como “um ato de terror” e pediu uma nova revisão de todos os cidadãos afegãos que entraram nos EUA durante o governo Biden. Além disso, a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, indicou que o governo revisará todos os casos de asilo da era Biden, incluindo aqueles de afegãos que colaboraram com a CIA.
O ataque também reabriu antigas críticas à retirada apressada dos EUA do Afeganistão, que levou a um colapso rápido do governo afegão e a preocupações sobre a infiltração de possíveis terroristas no país. A situação continua a evoluir, com novas medidas sendo discutidas pelo governo atual para abordar as implicações do incidente.
Fonte: noticias.uol.com.br










