Associados se mobilizam para barrar projeto que prevê a supressão de 14 árvores para quadras de beach tennis

Um grupo de associados do clube Hebraica se mobiliza para impedir o corte de 14 árvores para a construção de quadras de beach tennis.
Mobilização contra o corte de árvores na Hebraica
Um grupo de associados do clube Hebraica, localizado na zona oeste de São Paulo, está se mobilizando para impedir o projeto que prevê o corte de 14 árvores para a construção de quadras de beach tennis. A discussão sobre a supressão das árvores começou a ganhar força após a eleição da atual diretoria, ocorrida no final de 2024. Os associados críticos ao projeto argumentam que o bosque em questão é um dos últimos redutos de natureza do clube, fundamental para a qualidade de vida dos frequentadores.
Detalhes do projeto e autorização
A autorização para o corte das árvores foi concedida pela subprefeitura de Pinheiros, permitindo a supressão de 14 árvores com a condição de que outras 14 sejam plantadas como compensação. No entanto, documentos obtidos revelam que a planta do projeto, datada de agosto, solicita a supressão de 15 árvores e o plantio de 26 mudas, o que levanta questionamentos sobre a adequação da compensação ambiental proposta. A Prefeitura de São Paulo não respondeu se houve ou não aval para o corte, mas confirmou que não consta um projeto edilício protocolado para ampliação do espaço na Secretaria de Urbanismo e Licenciamento.
Abaixo-assinado e manifestações
Os associados críticos ao corte já organizaram um abaixo-assinado online que reuniu 2.808 adesões até a noite da última quinta-feira. O texto do abaixo-assinado ressalta a importância do bosque, que proporciona um pouco de ar puro e silêncio em um ambiente urbano cada vez mais poluído. Além do abaixo-assinado, uma manifestação está programada para o próximo domingo, dia em que também acontecerão eleições para parte do conselho do clube.
Opiniões de associados e especialistas
Entre os associados que se manifestaram contra o projeto está o professor José Goldemberg, 97, ex-reitor da USP e ex-secretário estadual do Meio Ambiente. Ele expressou sua preocupação em carta à presidência da Hebraica, afirmando que as árvores frondosas não podem ser substituídas por novas mudas que levarão décadas para oferecer os mesmos benefícios ao microclima e ao ecossistema local. Goldemberg, que frequenta o bosque há anos, destacou que a natureza ali presente é parte essencial do patrimônio do clube.
Repercussão e posicionamentos
O caso teve repercussão também entre familiares de fundadores do clube. O ex-deputado Fábio Feldmann, que se considera um dos primeiros associados do clube, expressou sua desaprovação ao corte das árvores, argumentando que a substituição do bosque por quadras de beach tennis é um atentado contra os sócios e suas futuras gerações. Ele defende a preservação do espaço natural como um patrimônio que deve ser mantido.
A mobilização dos associados do clube Hebraica é um exemplo de como a sociedade civil pode se organizar em defesa do meio ambiente e de espaços naturais. A pressão pública pode influenciar decisões que afetam a qualidade de vida nas áreas urbanas, e a luta pela preservação do bosque na Hebraica é um reflexo dessa dinâmica. As discussões sobre o projeto e as ações dos associados seguem, enquanto a comunidade aguarda um posicionamento definitivo da diretoria do clube.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Eduardo Knapp/Folhapress










