Senador contabiliza apoio e planeja votação rápida para evitar que Jorge Messias assuma a corte

Davi Alcolumbre pode encurtar votação para impedir aprovação de Jorge Messias ao STF.
Alcolumbre e a contagem de votos para o STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou a aliados que possui 60 votos para barrar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa movimentação ocorre em um momento onde a relação entre o governo de Lula e o Senado se torna tensa, especialmente após a indicação de Messias.
A estratégia para a votação
Alcolumbre indicou que, mesmo que o governo consiga apoio, ele pretende encurtar o tempo de votação para evitar que Messias obtenha o quórum necessário. Com isso, a votação poderia ser concluída rapidamente, ao contrário do que ocorreu com a aprovação de outras autoridades na semana anterior, onde o presidente do Senado aguardou um número maior de votos antes de proclamar o resultado.
O quórum necessário para aprovação
Para que um indicado ao STF seja aprovado, são necessários 41 votos entre os 81 senadores. Um resultado abaixo desse número leva à rejeição da indicação. Historicamente, isso não ocorre desde o final do século 19. A situação atual é delicada, com senadores afirmando que a contagem de votos de Alcolumbre pode ser exagerada, mas há uma clara maioria contrária a Messias.
Alternativas de cargos oferecidas pelo governo
Aliados do governo estão discutindo outras alternativas de cargos para garantir apoio, como a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANA (Agência Nacional de Águas). No entanto, a indicação de Messias para o STF é vista como uma escolha inegociável, já que renunciar a essa indicação seria abrir mão das prerrogativas do presidente.
A resistência no Senado
Messias, por sua vez, tem buscado apoio entre os senadores, tentando contornar as resistências resultantes da crise entre Alcolumbre e o governo. Ele tem se reunido com senadores e já divulgou elogios a Alcolumbre, mas a resposta foi morna, o que indica a fragilidade de sua posição. Alcolumbre marcou a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para 10 de dezembro, com a votação no mesmo dia, um prazo considerado curto para o governo.
O futuro da indicação
A situação continua em evolução, com Alcolumbre buscando reforçar sua posição e o governo tentando negociar para evitar uma derrota no Senado. O cenário político está se desenrolando, e a próxima semana pode ser decisiva para o futuro da indicação de Jorge Messias ao STF. A tensão entre o presidente do Senado e o governo deve ser observada de perto, pois poderá impactar outras decisões legislativas importantes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










