Pedro Castillo, ex-presidente do Peru, é sentenciado a 11 anos e 5 meses de prisão


Condenação se deu pela tentativa de autogolpe em 2022, em meio a uma crise política no país

Pedro Castillo, ex-presidente do Peru, é sentenciado a 11 anos e 5 meses de prisão
Pedro Castillo durante sessão judicial. Foto: Ernesto Benavides/AFP

Ex-presidente do Peru, Pedro Castillo, é condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de autogolpe em 2022.

Condenação de Pedro Castillo e contexto político do Peru

Na quinta-feira, 27 de setembro de 2025, a Justiça do Peru condenou o ex-presidente Pedro Castillo a 11 anos e cinco meses de prisão pela tentativa de autogolpe em 2022. Esta decisão, proferida pela Câmara Criminal Especial da Suprema Corte, foi um marco em meio à instabilidade política que permeia o país. Castillo, que foi absolvido do crime de abuso de autoridade, viu sua carreira política se desmoronar após uma tentativa de dissolver o Congresso.

O autogolpe e suas consequências

A tentativa de Castillo ocorreu em um momento crítico. No dia 7 de dezembro de 2022, ele anunciou a dissolução do Congresso e a convocação de uma Assembleia Constituinte, antecipando-se a uma sessão em que enfrentaria um terceiro processo de destituição. Essa manobra, considerada inconstitucional, resultou em sua destituição e prisão, exacerbando a crise política que já afetava o Peru desde a saída de Ollanta Humala, em 2016.

A instabilidade política no Peru

A crise política no Peru é profunda e complexa. Desde 2016, o país tem visto uma série de presidentes que não conseguiram completar seus mandatos devido a crises e destituições. Após a saída de Castillo, Dina Boluarte assumiu a presidência, mas também foi removida em 2025. O novo líder do Congresso, José Jeri, foi escolhido rapidamente para completar o mandato até as eleições de 2026. A rápida sucessão de presidentes reflete a fragilidade das instituições políticas no país.

Repercussões da condenação

A decisão de condenar Castillo encerra um longo processo judicial que durou oito meses, envolvendo outros sete acusados, incluindo a ex-primeira-ministra Betssy Chávez, que também foi condenada a mais de 11 anos de prisão. O tribunal afirmou que a decretação de que o cargo de Castillo estava vago era legalmente válida, conforme estabelecido pelo Tribunal Constitucional. Essa situação é um reflexo da atual crise de governança no Peru, onde a confiança nas instituições está abalada.

Outras condenações e o futuro político do Peru

A condenação de Castillo não é um caso isolado. Outros ex-presidentes peruanos, como Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Martín Vizcarra, também estão enfrentando problemas legais. Recentemente, Vizcarra foi condenado a 14 anos de prisão por corrupção. O futuro político do Peru permanece incerto, e a população continua a aguardar por mudanças que possam estabilizar a nação e restaurar a confiança nas instituições.

Em resumo, a condenação de Pedro Castillo é um reflexo da instabilidade política que tem marcado o Peru nos últimos anos. O país, que já enfrentou diversas crises, agora observa o desenrolar de um novo capítulo em sua história política, marcado por incertezas e desafios significativos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Ernesto Benavides/AFP


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