PP enfrenta rejeição de cartório por listar parlamentares com nomes populares

PP enfrenta atraso na federação com União Brasil por erro em ata com apelidos.
Atraso na federação com União Brasil por erro na ata
Em Brasília, a federação entre o Partido Progressista (PP) e a União Brasil está enfrentando um obstáculo inesperado que pode atrasar sua oficialização. O cartório que analisa a documentação recusou a ata da reunião que aprovou a união, uma vez que o PP listou os parlamentares com seus apelidos de urna, ao invés dos nomes de registro.
Entre os parlamentares citados estão André Fufuca, ministro dos Esportes, e o deputado Dudu da Fonte. O erro obrigou o partido a refazer totalmente a documentação, incluindo a coleta de novas assinaturas, o que resultou em atrasos significativos no processo.
O secretário-geral do PP, Aldo Rosa, teve que despachar a documentação para Santa Catarina antes de voltar a Brasília. A ata corrigida foi entregue no cartório em 19 de setembro, e o cartório tem 15 dias úteis para analisar a nova documentação. Se não houver agilidade, o registro pode ser finalizado apenas na segunda semana de dezembro.
Tensão política na nova federação
O atraso na federação está criando tensões políticas entre os membros do PP e da União Brasil, que ainda não se oficializou. Recentemente, Ciro Nogueira, presidente do PP, afirmou que as únicas candidaturas viáveis para a oposição seriam as de Tarcísio de Freitas, do Republicanos-SP, e Ratinho Junior, do PSD-PR. Essa declaração provocou uma resposta do governador Ronaldo Caiado, da União Brasil, que insinuou que Ciro tem “interesses pessoais” ao almejar ser vice do governador de São Paulo.
Além das disputas internas, a federação enfrenta divergências sobre as estratégias nas eleições de 2026 em diferentes estados. Se a União Progressista for formalizada, contará com 109 deputados e 15 senadores, tornando-se uma das maiores forças políticas do Congresso.
Próximos passos para a federação
Procurado para comentar sobre a situação da documentação, Ciro Nogueira não se pronunciou. A federação, que deve unir forças entre o PP e a União Brasil, aguarda a conclusão do processo administrativo para que possa ser oficialmente reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A expectativa é que, após a regularização da situação, o grupo possa focar nas próximas eleições e nas estratégias políticas que visam consolidar sua influência no cenário nacional. Contudo, a falta de consenso interno pode ser um desafio adicional a ser superado antes que a união se torne uma realidade política consolidada.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










